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:: 16/01/2012 | Cultura

Da Serra ao Seridó, vivências em um Brasil de Contrastes

Da Serra ao Seridó, vivências em um Brasil de Contrastes

Texto:

Lages, 17/01/2012, Correio Lageano por Núbia Garcia

 

 

Traçar um paralelo entre as tradições, a história, a religiosidade, o clima e as proximidades entre os povos de dois locais geograficamente distantes e distintos: o Seridó Potiguar, no Rio Grande do Norte, e a Coxilha Rica, em Santa Catarina. Este é o foco do novo trabalho do cineasta Fernando Leão, intitulado “Da Serra ao Seridó – Vivências em um Brasil de Contrastes”, que conta com o apoio do Correio Lageano, Arsego Estúdio, Dalmolin Pneus, Disauto e Transul.

 

 

Uma produção independente, o curta-metragem será produzido em parceria com os historiadores Sara Nunes e Lourival Andrade Júnior. “É um documentário que vai trabalhar vivências. O que queremos com ele é estar neste locais e poder, a partir das nossas vivências dentro destes espaços, registrar momentos destas regiões”, comenta Fernando.

 

 

As gravações do curta metragem, iniciam na primeira semana de fevereiro, no Rio Grande do Norte, onde os produtores passarão 20 dias captando material. Já as gravações na Coxilha Rica acontecem somente em julho. Até o final deste ano o trabalho deve ser concluído e o lançamento acontece ainda nos primeiros meses de 2013.

 

 

“Nosso objetivo é fazer um material que a gente possa levar para os festivais de cinema, mas que possa ser exibido na televisão também”, diz. A versão mais curta, exclusiva para festivais, terá 15 minutos de duração, enquanto a versão para televisão chegará aos 50 minutos.

 

 

O cineasta destaca que o foco inicial do curta-metragem é quebrar os paradigmas que existem sobre estas duas regiões. “A ideia é desvincular este pensamento de que no Nordeste só tem seca, prostituição, lugares feios; e de que no Sul do país só tem frio, alemão, italiano.

 

 

Queremos poder mostrar sotaques, formas de vivências dentro destes espaços geográficos”.
A inspiração para criar um projeto nestes moldes surgiu em novembro, quando Fernando foi convidado por Lourival, que é coordenador do curso de História na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), na cidade de Caicó, para ministrar uma oficina aos universitários.

 

 

Na ocasião, ele teve a oportunidade de conhecer a região do Seridó. “A gente vê aquilo e faz um paralelo na hora, é automático ‘linkar’. Chega lá olha os muros de pedras deles, que são a mesma coisa que as nossas taipas, e observa que é a mesma estrutura, só muda o nome e esteticamente onde ela está montada”.

 


Ligação entre os locais

 

 

Para Lourival, um dos traços importantes no contexto do curta, é encontrar contrastes que aproximem os povos e os costumes destes locais que, aparentemente, são distintos. “Os contrastes entre o Seridó e a Coxília, são muito mais ligados à cultura local do que à cultura Universal. A taipa, por exemplo, que temos por aqui, lá é chamada de muro de pedra. Taipa para eles é uma casa de barro. O taipeiro nosso aqui, historicamente, fez as taipas por um objetivo muito claro, que é a manutenção das tropas. Lá eles fazem basicamente porque precisam cercar as propriedades. Elas têm uma função parecida, mas culturalmente são diferentes”, explica.

 

 

Lourival, que é natural de Itajaí, morou por quatro anos em Lages e está há três em Caicó. “Uma coisa que percebi que eles têm lá e têm aqui, é a paixão pelo local que vivem. São dois lugares que a gente precisa preservar enquanto patrimônio, tanto material quanto imaterial brasileiro, esta imaterialidade que esta presente nestes lugares tem que ser preservado”
Sara acredita que, mais do que preservar a história destes dois locais, o curta irá apresentar uma nova leitura destes lugares, apresentadas por seus próprios personagens, por pessoas que vivem e constroem dia a dia a história da Coxilha e do Seridó.

 

 

“Geralmente, quando você pega um documentário, as experiências são explicadas pela narrativa de historiadores, antropólogos, mas os personagens em si, com sua liberdade de dizer, às vezes não se tornam o que está mais evidente. Mostra-se mais a opinião sobre o local, do que a opinião de quem vive. Neste trabalho vamos caminhar em outro sentido, trazendo o personagem para falar sobre suas vidas, suas crenças, suas vivências”, completa.

 


Produtor Afetivo

 

 

Como se trata de uma produção independente, os produtores do filme trataram logo de divulgar o trabalho e buscar fundos para rodá-lo. Uma das formas, foi a venda de camisetas do curta através das redes sociais, ideia que, segundo Fernando Leão, foi prontamente aceita pelos internautas.

 

 

“Quem comprar a camiseta, se torna o que estamos chamando de ‘Produtor Afetivo’ e será citado nos créditos finais da obra, além de poder assistir com exclusividade o curta pronto, em primeira mão, junto com os nossos apoiadores”, explica.

 

 

Gostou? Então acesse a a página do documentário no Facebook (Da Serra ao Seridó – Vivências em um Brasil de Contrastes) e saiba mais detalhes.

 


Fotos: Divulgação

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