Serra Catarinense. Sábado, 30 de Abril de 2016
Anuncie Classificados Correio Lageano Festa do Pinhão 2016
Instituto José Paschoal Baggio
Anuncie Essencial Correio Lageano
EM CARTAZ
ÁREA DO ASSINANTE

Área de acesso restrito aos assinantes do Jornal Correio Lageano:



Esqueci minha senha

Central do Assinante Correio Lageano (49) 3251-8200
Correio Lageano

Redação: 49 3221 3344
redacao@correiolageano.com.br

Comercial: 49 3221 3322
comercial@correiolageano.com.br

Correio Lageano - Diversos formatos para anunciar

:: 21/05/2012 | São Joaquim

São Joaquim: parece Europa, mas é Brasil mesmo!

São Joaquim: parece Europa, mas é Brasil mesmo!

Texto:

São Joaquim,21/05/2012, Assessoria de Imprensa/Santur

 

 

 

 

Quem pensa que ver paisagens cobertas por flocos de neve é privilégio apenas de europeus e norte-americanos está enganado. Aqui mesmo, no Brasil tropical, é possível presenciar esse mágico fenômeno da natureza. Nos meses do inverno, os municípios localizados nos pontos mais altos dos Estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina, são agraciados com a neve. São Joaquim, na Serra Catarinense, é um deles.

 

 



Considerada a cidade mais fria do país, entre os meses de maio a agosto, São Joaquim é tomada por temperaturas de até 14º negativos, geadas, nevoeiros intensos e a tão esperada neve, que a cada ano, pelo menos por duas a três vezes, dá ar de sua graça. E quando ela chega, anunciada pelo vento sul, todos saem às ruas. Nessa hora, jovens, adultos, e idosos também viram crianças. São muitos vivas, gargalhadas de emoção e guerra de flocos.

 

 

 

Alguém sempre se lembra de construir um boneco de neve. Velho conhecido das crianças, ele saiu das revistas, do cinema e dos desenhos animados para freqüentar o inverno joaquinense. O fascínio pelo fenômeno da neve é tão forte, que basta a notícia de uma frente fria com a mínima possibilidade de neve, para a cidade ficar lotada de turistas de todas as partes do Brasil e até do exterior.

 

 

 

E não é por menos, apenas aqueles que já tiveram a oportunidade de presenciá-la, com seu branco alvíssimo a contrastar com os campos, os pinheiros araucárias típicos da vegetação serrana, os telhados e as taipas centenárias, sabem o quanto é indescritível a sua beleza. Antigos muros de pedras sobrepostas, as taipas eram utilizadas pelo homem serrano do início do século para demarcar as fazendas e cercar o gado. Hoje são importantes referências históricas da região.

 

 

 

 

Depois de passada a euforia, quando começam a gelar as mãos e os pés, é chegada a hora do aconchego junto à lareira, outra parte boa do inverno, pois não há nada como sentir calor quando o clima é frio. E isso São Joaquim oferece o melhor. É o calor dos fogões a lenha, dos ponchos, cachecóis e gorros confeccionados artesanalmente com a pura lã de ovelha, calor das bebidas quentes, como o chá-de-maçã e o quentão de vinho encontrados nas lanchonetes e bares da cidade.

 

 

 

 

A gastronomia através do delicioso churrasco “Frescal” e dos apetitosos e irresistíveis fondues de queijo e chocolate. Calor humano joaquinense, que na sua simplicidade de perfeito anfitrião, transcende num segundo o significado da palavra hospitalidade. Mas não é apenas no inverno que São Joaquim é interessante. Em cada estação do ano é possível vivenciar uma sensação diferente. Na primavera, à florada das macieiras e das cerejeiras propiciam espetáculo à parte, enchendo os olhos e o ar com o suave e adocicado perfume das flores.

 

 

 

No verão, o clima ameno e o ar puro, aliado à tranqüilidade das pousadas rurais, fazem da cidade um lugar ideal para o descanso e encontro com a natureza. Também é nessa época que pode provar o mel serrano, que pela pureza e sabor já recebeu título Internacional de melhor mel. Por fim o outono, onde são colhidas as deliciosas maçãs, que desde os tempos de Adão e Eva, continuam tentadoras, mas com uma diferença, agora o pecado é não comer.

 

 

 

 

Favorecido pela altitude de mais de 1.300 metros acima do nível do mar, o município de São Joaquim, produz uma das melhores maçãs do Brasil, destacando-se entre os três maiores produtores do país. Vermelhas, doces, apetitosas, suculentas e tentadoras, assim são as maçãs joaquinenses.

 

 

 

Carro-chefe da economia joaquinense, movimentando mais de R$ 50 milhões a cada safra, a maçã começou a ser produzida em escala comercial no município por volta de 1975. Terceiro maior produtor a nível nacional e segundo no Estado, São Joaquim colhe anualmente cerca de 80 mil toneladas de maçãs. A atividade envolve 675 fruticultores, na sua maioria pequenos, em uma área de 4.100 hectares.

 

 

 

As variedades mais produzidas são a gala, colhida entre os meses de fevereiro e março, e a Fuji nos meses de março e abril. Novos plantios estão dando destaque também à maçã Catarina, que é resistente a principal doença da cultura, a sarna. Além de diminuir custos com a produção, pois requer menos uso de agroquímicos e é mais resistente ao armazenamento em câmaras frias, a nova variedade também é mais saudável. A colheita da Catarina acontece no mês de abril.

 

 

 

Em virtude do clima frio, além da maçã, nos últimos anos a expectativa também é grande com relação a produção de uvas para a fabricação de vinhos. A atividade já iniciou e se for concretizada, São Joaquim poderá ser chamada de cidade paraíso, onde é possível desfrutar do prazer de saborear as tentadoras maçãs, o doce mel e o delicioso vinho. Tudo isso ao aconchego de uma lareira nas noites frias.

 

 


Foto:São Joaquim/ Neve nas ruas/ Godoy/Divulgação

    Assine o CL Online

    Comentários

    Para comentar essa notícia entre com seu e-mail e senha. Caso não tenha cadastro, clique aqui. | Esqueci minha senha >>

    • (*) Campos obrigatórios.

    Últimos Comentários