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:: 21/05/2012 | São Joaquim

São Joaquim: parece Europa, mas é Brasil mesmo!

São Joaquim: parece Europa, mas é Brasil mesmo!

Texto:

São Joaquim,21/05/2012, Assessoria de Imprensa/Santur

 

 

 

 

Quem pensa que ver paisagens cobertas por flocos de neve é privilégio apenas de europeus e norte-americanos está enganado. Aqui mesmo, no Brasil tropical, é possível presenciar esse mágico fenômeno da natureza. Nos meses do inverno, os municípios localizados nos pontos mais altos dos Estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina, são agraciados com a neve. São Joaquim, na Serra Catarinense, é um deles.

 

 



Considerada a cidade mais fria do país, entre os meses de maio a agosto, São Joaquim é tomada por temperaturas de até 14º negativos, geadas, nevoeiros intensos e a tão esperada neve, que a cada ano, pelo menos por duas a três vezes, dá ar de sua graça. E quando ela chega, anunciada pelo vento sul, todos saem às ruas. Nessa hora, jovens, adultos, e idosos também viram crianças. São muitos vivas, gargalhadas de emoção e guerra de flocos.

 

 

 

Alguém sempre se lembra de construir um boneco de neve. Velho conhecido das crianças, ele saiu das revistas, do cinema e dos desenhos animados para freqüentar o inverno joaquinense. O fascínio pelo fenômeno da neve é tão forte, que basta a notícia de uma frente fria com a mínima possibilidade de neve, para a cidade ficar lotada de turistas de todas as partes do Brasil e até do exterior.

 

 

 

E não é por menos, apenas aqueles que já tiveram a oportunidade de presenciá-la, com seu branco alvíssimo a contrastar com os campos, os pinheiros araucárias típicos da vegetação serrana, os telhados e as taipas centenárias, sabem o quanto é indescritível a sua beleza. Antigos muros de pedras sobrepostas, as taipas eram utilizadas pelo homem serrano do início do século para demarcar as fazendas e cercar o gado. Hoje são importantes referências históricas da região.

 

 

 

 

Depois de passada a euforia, quando começam a gelar as mãos e os pés, é chegada a hora do aconchego junto à lareira, outra parte boa do inverno, pois não há nada como sentir calor quando o clima é frio. E isso São Joaquim oferece o melhor. É o calor dos fogões a lenha, dos ponchos, cachecóis e gorros confeccionados artesanalmente com a pura lã de ovelha, calor das bebidas quentes, como o chá-de-maçã e o quentão de vinho encontrados nas lanchonetes e bares da cidade.

 

 

 

 

A gastronomia através do delicioso churrasco “Frescal” e dos apetitosos e irresistíveis fondues de queijo e chocolate. Calor humano joaquinense, que na sua simplicidade de perfeito anfitrião, transcende num segundo o significado da palavra hospitalidade. Mas não é apenas no inverno que São Joaquim é interessante. Em cada estação do ano é possível vivenciar uma sensação diferente. Na primavera, à florada das macieiras e das cerejeiras propiciam espetáculo à parte, enchendo os olhos e o ar com o suave e adocicado perfume das flores.

 

 

 

No verão, o clima ameno e o ar puro, aliado à tranqüilidade das pousadas rurais, fazem da cidade um lugar ideal para o descanso e encontro com a natureza. Também é nessa época que pode provar o mel serrano, que pela pureza e sabor já recebeu título Internacional de melhor mel. Por fim o outono, onde são colhidas as deliciosas maçãs, que desde os tempos de Adão e Eva, continuam tentadoras, mas com uma diferença, agora o pecado é não comer.

 

 

 

 

Favorecido pela altitude de mais de 1.300 metros acima do nível do mar, o município de São Joaquim, produz uma das melhores maçãs do Brasil, destacando-se entre os três maiores produtores do país. Vermelhas, doces, apetitosas, suculentas e tentadoras, assim são as maçãs joaquinenses.

 

 

 

Carro-chefe da economia joaquinense, movimentando mais de R$ 50 milhões a cada safra, a maçã começou a ser produzida em escala comercial no município por volta de 1975. Terceiro maior produtor a nível nacional e segundo no Estado, São Joaquim colhe anualmente cerca de 80 mil toneladas de maçãs. A atividade envolve 675 fruticultores, na sua maioria pequenos, em uma área de 4.100 hectares.

 

 

 

As variedades mais produzidas são a gala, colhida entre os meses de fevereiro e março, e a Fuji nos meses de março e abril. Novos plantios estão dando destaque também à maçã Catarina, que é resistente a principal doença da cultura, a sarna. Além de diminuir custos com a produção, pois requer menos uso de agroquímicos e é mais resistente ao armazenamento em câmaras frias, a nova variedade também é mais saudável. A colheita da Catarina acontece no mês de abril.

 

 

 

Em virtude do clima frio, além da maçã, nos últimos anos a expectativa também é grande com relação a produção de uvas para a fabricação de vinhos. A atividade já iniciou e se for concretizada, São Joaquim poderá ser chamada de cidade paraíso, onde é possível desfrutar do prazer de saborear as tentadoras maçãs, o doce mel e o delicioso vinho. Tudo isso ao aconchego de uma lareira nas noites frias.

 

 


Foto:São Joaquim/ Neve nas ruas/ Godoy/Divulgação

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