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Correio Lageano, 70 Anos de Histórias
Com mais de 14 mil edições o Correio Lageano registra a história da Serra Catarinense. São centenas de milhares de páginas que
se confundem com acontecimentos marcantes, catástrofes, acidentes, perdas, mas principalmente vitórias e conquistas determinantes
para o crescimento socioeconômico da região.
Essa relação histórica do Correio Lageano com a Serra Catarinense é incontestável. Basta ler os textos e observar as imagens editadas
em suas páginas para relembrar fatos marcantes, situações que contribuíram para modificar o cotidiano de quem vive em Lages, na região,
no estado e até no país.
Quando lê as páginas do Correio Lageano, ou acessa o conteúdo na internet, o leitor é contemplado com mais que simplesmente notícias.
Está lendo o segundo jornal diário mais antigo em circulação e um dos principais jornais regionais de Santa Catarina. São matérias
embasadas na solidez e credibilidade conquistadas ao longo de sete décadas.
Por mais polêmicos que sejam, os assuntos são tratados com seriedade, pesquisados e investigados à exaustão, para que o leitor tenha
em mãos informações concisas e imparciais, em quantidade suficiente para formar sua opinião. São matérias que elogiam, mas que também
denunciam, cobram soluções para problemas sociais e de infraestrutura necessária ao desenvolvimento socioeconômico da Serra Catarinense.
Nosso trabalho não se perde com o tempo, está registrado com várias matizes em nossas páginas.
Como nasceu o principal jornal impresso da Serra Catarinense
Num cenário nacional e mundial conturbado e de muitas mudanças, sob a ditadura de Vargas, e com a Europa vivendo os primeiros
lances da II Guerra Mundial, Lages era o centro político catarinense, graças principalmente às ações da família Ramos. Então,
três amigos decidiram lançar um jornal. Assim, Almiro Lustosa Teixeira de Freitas, Idalécio Arruda e João Ribas Ramos adquiriram
o maquinário pertencente ao antigo Correio de Lages. E, em 21 de outubro de 1939, nascia o Correio Lageano.
Durante doze anos, o Correio Lageano circulou semanalmente, quando em 1951, quatro idealistas assumiram o compromisso de oferecer
ao público um veículo “independente e noticioso”. José Paschoal Baggio, Evilásio Neri Caon, Edézio Neri Caon e Sirth de Aquino
Nicolelli definiram nesse mesmo ano uma nova missão: “O Correio Lageano, enquanto estiver sob nossa orientação, será um órgão livre,
independente, sem subordinação a organizações de qualquer espécie. (...) Nos endereçando sempre aos anseios do povo, quer das classes
produtoras, quer das classes trabalhadoras, humildes e de todas as categorias profissionais”.
Em 1955, o Correio Lageano passou a ter duas edições por semana, um grande marco para a imprensa local, pois até então todos os
jornais que circulavam em Lages apresentavam edições semanais. Onze anos após a inovação promovida pela equipe chefiada por José
Paschoal Baggio, o jornal passou a ser distribuído três vezes por semana, este foi o ensaio para um desafio ainda maior: tornar
o CL um jornal com circulação diária, o que aconteceu em 08 de outubro de 1967.
O CL defende interesses da Serra Catarinense
Todas as empresas têm um grande compromisso com a sociedade onde estão inseridas. Esse comprometimento é maior quando
o ramo de atuação é a comunicação. Sabendo disso, o Correio Lageano sempre defendeu em suas matérias e editoriais os
interesses comuns da população da Serra Catarinense. Destaque para dois assuntos considerados nossas bandeiras.
Aeroporto, questão de desenvolvimento
O desenvolvimento econômico de uma região passa prioritariamente pelas condições de acesso que ela oferece. Esse
conjunto é formado por rodovias, portos, ferrovias e aeroportos. A Serra Catarinense possui uma ampla malha de rodovias
federais e estaduais e uma rede férrea em plena operação. Assim, esse cenário estará completo com a conclusão de um aeroporto
que permita além do transporte regular de passageiros também o de cargas.
BR-282, uma batalha de décadas
Tão perto e tão longe. Essa era a situação de Lages em relação à capital do estado, Florianópolis. Geograficamente
pouco mais de 200 quilômetros separam as duas cidades, mas a falta de uma rodovia pavimentada exigia um percurso bem maior.
Atento a essa necessidade, o Correio Lageano promoveu uma intensa campanha pela pavimentação da BR- 282. Acompanhou cada
etapa e cobrou soluções das autoridades. Depois de décadas, quando finalmente o asfalto ligou os dois centros, o Correio
Lageano voltou sua atenção para o trecho entre Lages e Campos Novos, cobrando principalmente um acesso de qualidade para
os habitantes de São José do Cerrito.



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Soleu Filho é Jornalista e traz em seu blog, fotos, entrevistas...
Extensão da coluna HLERA que veicula todo final de...





























