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Jovens ousados empreendem

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Jovens ousados empreendem Clique para ampliar

Lages, 19 e 20/2013, Correio Lageano, por Silviane Mannrich

 

 


Fabiano Farias, de 33 anos, começou o próprio negócio quando tinha apenas 22. Filho de pais empreendedores, ele sonhava em se tornar empresário. Com esforço e dedicação, viu o seu sonho virar realidade. Há quase dois anos realizou o seu projeto mais ousado: montou o P4 Lounge Beer. Algo que imaginava conseguir perto dos 50 anos.

 

 

 

Fabiano Farias faz parte de grupo de jovens que decidiram se arriscar e começar o próprio empreendimento. Em Lages, 3 mil empreendedores individuais se formalizaram nos últimos 3 anos. Na faixa até 30 anos são 26%, de acordo com o Sebrae.

 

 


O número é considerado baixo pelo coordenador regional do Sebrae, Altenir Agostini. “Todavia, um fenômeno que cresce a cada ano em todo o país é o desejo de se ter um negócio próprio.” Segundo o relatório anual do Global Entrepreneurship Monitor Empreendedorismo no Brasil 2012, o sonho de ter um negócio próprio superou o desejo de ter uma carreira em uma empresa (43,5% a 24,7%), cita Altenir.

 

 


Segundo o presidente da Acil Jovem, núcleo da Associação Empresarial de Lages, Maurício Branco, os jovens empresários têm iniciativa, visão de futuro, capacidade de inovar, organizar demandas e gerenciar equipes. “É este o espírito que motiva as pessoas a abrir o seu próprio negócio e a realizar coisas novas”, afirma Maurício Branco.

 

 


Oportunidades: Fabiano Farias começou seu primeiro negócio em 2004. Ele foi sócio de um franquia de perfumes. Um ano depois saiu da sociedade e partiu para ramo de alimentação. “O Café do Shopping estava à venda, a antiga dona estava desanimada e então eu decidi comprar. Sempre enxerguei oportunidades onde as pessoas vinham crise”, afirma.

 

 


Em 2006, montou a Mais Pizza e, no ano seguinte, o Hot Burguer, negócios que ele tem até hoje. Há dois anos iniciou o seu projeto mais audacioso, inaugurou o gastropub P4 Lounge Beer. “Era um sonho, não imaginei que iria realizá-lo tão cedo. Sempre estou renovando, buscando ideias, trocando experiências e tudo aliado à tecnologia”, completa o empresário.

 

 

Dica de Fabiano

 

  • Buscar fazer algo que você conheça, ou buscar este conhecimento. Amar o que você faz. Planejar muito e gastar menos do que ganha, sempre. Se precisar pegar a bandeja e atender os clientes.

 

 

 

 

Tudo começou com um par que agradou as amigas

 

 

Há dois anos, Brianna Betina Pelegrini, 26 anos, recém-formada em engenharia ambiental, nem imaginava que sua vida iria mudar. Ela abandonou a possibilidade de uma carreira segura de engenheira e decidiu fazer sapatos. A ideia surgiu quando a sua mãe, Rosângela Pelegrini, comprou uma alpargata e decidiu customizar. “Na época, eu morava em Balneário Camboriú e minhas amigas adoraram. Então, decidimos fazer cinco e vender. Depois muitas pessoas queriam e contratamos um sapateiro e decidimos, durante um mês, fazer 50 alpargatas. Novamente vendemos tudo”, lembra Brianna.

 

 

 

Como sua empresa de consultoria ambiental em Florianópolis não ia muito bem, ela largou tudo e voltou para Lages. “Não sei se foi o destino, mas na mesma época surgiu a oportunidade de comprar uma fábrica de sapatos. Não tínhamos dinheiro, mas fizemos empréstimos e hoje temos maquinário para produzir 250 pares de sapatos por dia”, lembra Brianna.

 

 

 

As alpargatas ganharam marca e hoje fazem parte da Santíssima Catarina. São diversas cores, modelos abertos e atendem a todos estilos. “As estampas são personalizadas e exclusivas”, comenta a empresária. Brianna comercializa as alpargatas em Balneário Camboriú e Lages, a lista de espera é de 10 dias. Por falta de mão de obra especializada, a produção tem sido de 250 pares de alpargatas por mês.

 

 


Em menos de dois anos, a marca já possui três modelos de alpargatas, cinco modelos de botas, jaquetas de couro e está iniciando com a produção de bolsas. “Tenho certeza de que a marca ainda vai crescer muito e eu serei design de sapatos. Hoje, apenas modernizo o que existe no mercado. Quero fazer meus próprios modelos”, completa a jovem empresária.

 

 

 

 Dica de Brianna

 

  • Tem que acreditar que vai dar certo.  Montar a estrutura mínima necessária para trabalhar. Ter profissionais que entendam do negócio. E se dedicar muito, se possível todos os dias. Tem que amar o que faz e sempre buscar se atualizar, e inovar o seu produto.

 

 

 

 

É preciso servir de exemplo para os seus colaboradores

 

 

Natural de Erechim, no Rio Grande do Sul, Alan Jung, de 25 anos, veio para Lages há três para abrir o próprio negócio. Diferente da maioria dos jovens da sua idade, Alan começou a ter responsabilidade ainda adolescente e a ser independente financeiramente.

 

 

 

Seus pais trabalham no ramo óptico e possuem loja em Erechim. No entanto, ele nunca trabalhou com eles. Formou-se em administração e procurou um lugar para abrir a sua óptica. “Meus pais tinham o seu próprio negócio, mas eu nunca quis trabalhar  com eles. Depois que me formei quis trabalhar em um negócio meu”, afirma.

 

 

Alan Jung encontrou a oportunidade em Lages. A iniciativa deu tão certo que há três meses inaugurou mais uma loja na cidade e pensa em abrir uma loja em outra cidade de Santa Catarina. “No começo foi bem difícil, porque eu não tinha ninguém aqui, nenhum parente ou amigo. Me senti muito sozinho, mas sempre acreditei que iria dar certo e, aos poucos, as coisas foram melhorando”, comenta.

 

 

Depois que abriu o negócio buscou a especialização na área. Começou a fazer um curso técnico em óptica. “Todo negócio tem o seu risco, mas é preciso inovar e correr atrás. Sempre fui mais responsável e o curso de administração ajudou muito, principalmente na parte gerencial e na organização financeira”, ressalta o empresário.

 

 

 

Ele explica que é preciso trabalhar dentro do seu alcance e sempre dar bons exemplos.  “Não é porque você tem o negócio próprio que não vai mais trabalhar. Na verdade é bem o contrário. E é importante conhecer a sua área. Não é porque um amigo seu está ganhando dinheiro com alguma coisa que você também vai”, conclui.

 

 

Dica  do Alan

 

  • Se você é o dono, dê exemplo, trabalhe como os colaboradores. Invista no ramo que você conhece. Tenha sonhos, mas faça ele  ser viabilizado.

 

 

 

Empreender é fazer diferente

 

 

Tobias Pinto de Souza, de 28 anos, abriu seu próprio negócio há cerca de 1 ano e meio. Ele trabalha com tecnologia da informação, uma das áreas que mais se desenvolvem no Brasil. Tobias criou A Mais Soluções Inteligentes com outros três sócios.

 

 

O objetivo era desenvolver equipamento para o setor de transporte, sendo este um rastreador com alguns diferenciais. “Durante o desenvolvimento do projeto o setor de transporte teve algumas oscilações onde o mesmo foi interrompido. A partir daí, eu meu sócio assumimos a empresa alterando o foco. Hoje estamos com uma equipe de cinco desenvolvedores”, ressalta Tobias de Souza.

 

 


Seus produtos são o Pillow Speaker (controle remoto universal voltado a leitos hospitalares) e SMS Corporativo: sms utilizado para marketing, publicidade, pesquisa de satisfação e comunicação interna. Resolveu abrir o próprio negócio para ter o direito de fazer diferente, poder inovar e fazer o que gosta. “Vivemos um momento de apagão de pessoas qualificadas em várias áreas, sendo que um colaborador está bem valorizado e o crescimento com plano de carreira facilitado.

 

 

 

Neste ponto entra um grande desafio e uma forma de inovar em como reter talento em uma empresa pequena”, comenta Tobias. A expectativa de expansão deles é grande, especificamente no setor  hospitalar. “Nos últimos três anos, o setor vem crescendo três vezes mais do que a indústria em geral. Essa é a nossa grande aposta”, diz.

 

 

Dica do Tobias

 

  • Busque informação sobre o setor que queira empreender, crie rede de relacionamento, procure um empreendedor mais experiente. Busque um sócio que tenha as qualidades que você não possua.

 

 

 

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Fotos: Silviane Mannrich



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