por Camila Paes

Correio Lageano

Um pedaço
do japão

em solo catarinense

Fumio Honda

Pioneiro da Colônia
Japonesa

No caminho até a residência de Fumio Honda, 79, os lagos e a paisagem impressionam. O trecho que liga a rodovia SC-451 até a casa simples de dois pavimentos, é curto, mas, ainda assim, distrai o motorista que segue para uma visita ao agricultor. Honda foi o precursor da colônia japonesa na cidade de Frei Rogério, a 113 km de Lages. Ele é a memória viva da história das famílias que, na década de 1960 chegaram em busca de um recomeço, vieram para trabalhar com fruticultura temperada. Alguns deles, fugiam no período pós-guerra. Como foi o caso dos irmãos Ogawa, sobreviventes da bomba atômica de Nagasaki, ataque que o mundo relembra no dia 9 deste mês.

Em Frei Rogério, no interior de Santa Catarina, antes mesmo da fundação da colônia japonesa, é onde Honda reside. Formou família, criou as filhas, transformou o seu pedaço de terra em um pedaço do Japão. E também, foi quem ajudou outros imigrantes do país oriental a criarem morada na região. Agricultor, ele desembarcou em 1959, em São Paulo antes mesmo da existência da colônia em Santa Catarina. Na capital paulista, conheceu um engenheiro agrônomo que informou que nos rincões do sul do País o cultivo de fruticultura temperada era possível. Em Lages, na localidade de Vacas Gordas, na Coxilha Rica, encontrou pomares de maçã e o mais surpreendente: nectarina. A fruta vermelha, que por fora é semelhante com maçã e por dentro com um pêssego, pareceu promissora e entendeu que ali estava o gatilho para oportunizar outras imigrantes que desejavam trabalhar com a fruticultura no Brasil.

Em conversa com o então governador do Estado, Celso Ramos, e a Agência de Cooperação Internacional do Japão (Jica), surgiu a oportunidade de arrendar terrenos para os imigrantes que tivessem o desejo de cultivar a fruta nativa de clima temperado, como o da região de Frei Rogério. O Estado cedeu o terreno e aqui chegaram, na década de 1960, as primeiras famílias japonesas.

O Começo

Os primeiros anos foram difíceis, já que foi complicado encontrar uma forma de transportar a fruta sem estragá-la. Além da espera de quatro anos até a primeira safra. A nectarina tem que ser colhida logo quando está pronta para o consumo e ser vendida imediatamente, o seu transporte precisa ser feito com refrigeração, pois é muito sensível. Por causa disso, os produtores perderam algumas safras e tiveram dificuldades para sobreviver nos primeiros anos no Núcleo Celso Ramos, nome dado à colônia japonesa em homenagem ao lageano e governador do Estado na época. “Eu falei para as outras famílias irem plantando outras coisas, para o próprio consumo, porque tínhamos que estar preparados para as dificuldades”, relembra Honda.

Porém, a safra da nectarina não era o único problema para os primeiros imigrantes na região. A infraestrutura era precária, não havia asfalto e um rio dificultava a passagem em direção a Curitibanos, cidade mais próxima da colônia. Isso complicava o transporte dos produtos cultivados e também a sobrevivência das famílias. Para chegar a um hospital, por exemplo, era preciso trafegar por 31,9 km em uma estrada em más condições, além de ser necessário utilizar balsa para passar pelo rio. "A balsa era muito romântica em dias de sol, mas quando chovia, era impossível passar por ali", relata Honda.

Essa dificuldade exigia de Honda, que tomava conta e auxiliava as outras famílias da colônia a exercer outras funções além da de agricultor. Às vezes, fazia o papel, até mesmo, de médico. Era ele quem ajudava as mulheres durante as gestações, por exemplo. As incentiva a procurar um médico para fazer o pré-natal e na hora de levá-las ao hospital, para os nascimentos dos bebês. Ainda mais que para chegar ao local era necessário passar pela balsa e nunca se sabia das condições do rio.

  • Fumio Honda
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Família Ogawa no Japão

Família Ogawa no Japão

Família

Foram os integrantes da colônia que incentivaram Honda a formar sua própria família. Retornou para São Paulo em busca de uma namorada. Casou com Tomeco e constituiu família. Brasileira, Tomeco é descendente do terceiro grupo de imigrantes de japoneses a chegar ao Brasil e mesmo assim, foi o marido quem a ensinou a falar o japonês. É dessa forma, que até hoje, se comunicam. Do casamento, nasceram sete filhas. Quatro delas, hoje moram no Japão. Mais de uma vez Honda voltou para seu país de origem. “Antes, eu ia visitar meus pais e agora, vou para ver minhas filhas”, relata.

Foi no final da década de 1960 que os imigrantes começaram o cultivo do alho. Foi nesse período que a situação econômica melhorou. A cidade se tornou referência no Estado na produção da planta e isso chamou a atenção de outras famílias japonesas. Em função disso, na década de 1980, o número de famílias na colônia passava de 150. Ainda assim, o transporte era complicado, já continuava sem infraestrutura. Honda explica que pediu para o então candidato à reeleição ao Governo do Estado, Esperidião Amin, o asfaltamento do trecho que leva o pequeno município a Curitibanos. O projeto foi realizado, mas Amin perdeu a eleição e Luiz Henrique da Silveira (PMDB) assumiu o governo estadual. “Nós ficamos com receio, porque tínhamos feito campanha para o Amin. Porém, fomos conversar com o Luiz Henrique, que garantiu que o asfaltamento seria feito”, relembra Honda. Em 2006, foi inaugurada a obra que asfaltou 31 km da rodovia SC-451, com o custo de R$ 24 milhões. Nesta época, a quantidade de famílias imigrantes na região havia diminuído significativamente, já que o Brasil começou a importar alho de outros países, com valor mais baixo. Muitos voltaram para seu país de origem e atualmente, a colônia possui cerca de 30 famílias.

O asfalto ajudou a impulsionar o turismo na região, especialmente por causa da colônia japonesa. O Parque da Paz é um ponto turístico que reúne visitantes durante os meses de agosto e setembro. Em agosto, é devido às datas que se relembram as quedas das bombas atômicas nas cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki. Em setembro, é realizada a festa da florada das Cerejeiras e com isso, são feitas ações que ressaltam a cultura japonesa. Além da cidade receber uma decoração especial, os imigrantes e seus descendentes utilizam roupas típicas, preparam a culinária japonesa e preparam apresentações culturais para os visitantes. O secretário de Educação, Esportes e Cultura de Frei Rogério, Anderson Luiz de Lorenzi, acrescenta que a presença dos imigrantes na cidade é de extrema importância, já que, graças a eles, o turismo ganha destaque e o cultivo do alho foi incentivado e iniciado. “Por causa disso, hoje Frei Rogério é uma das maiores produtoras de alho do Estado”, ressalta ele.

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A Cidade

Frei Rogério é uma cidade com pouco mais de 2 mil habitantes, segundos dados recentes do Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE), e está localizada a mais de 30 km de Curitibanos. A área central é bastante pequena, mas movimentada de acordo com seu tamanho. A igreja matriz, no alto de um morro, se destaca no meio das outras construções e nada no centro de Frei Rogério que remete à cultura japonesa. Grande parte dos moradores sobrevive da agricultura, principalmente do plantio de alho, feijão e milho. Em 2010, o Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) era de 0,682, valor considerado médio e próximo aos índices considerados baixos. O Produto Interno Bruto (PIB) per capita da cidade em 2013 era de R$ 18.138 mil. O nome da cidade é em homenagem a Frei Rogério Neuhaus, nascido na Alemanha, mas que morou em Lages por alguns anos, antes de chegar na região, em 1904 e auxiliou aqueles que sofreram com a Guerra do Contestado (1912-1916). Até o fim da década de 1940, o município pertencia ao Distrito de Liberata, de Fraiburgo. Em 1957, tornou-se Distrito de Frei Rogério, passando a pertencer à Comarca de Curitibanos e, há 22 anos, o município foi emancipado.

Por mais que o centro de Frei Rogério não traga nenhum elemento que remeta à cultura japonesa, logo após a ponte, na rodovia em direção à entrada do município, é possível avistar a casa octogonal.

"A balsa era muito
romântica em dias de sol, mas quando chovia, era impossível passar por ali".

Honda

A Casa Octognal

À beira da estrada, um portão com arquitetura típica japonesa leva à construção também com traços que remetem à arquitetura oriental, que, na maior parte do tempo, se mantêm fechada. Inaugurada em 2008, a estrutura foi pensada e executada por Honda. Ele explica que a ideia do espaço é torná-lo um atrativo para turistas, já que não se sabe o futuro da colônia e se a agricultura será suficiente para todas as famílias. Pensando mais à frente, em seus descendentes e outras famílias de imigrantes, a ideia é que o local se torne um espaço de preservação da cultura japonesa, que foi criada e mantida pelas famílias que chegaram ali na década de 1960.

Além de ponto turístico, a ideia para o espaço é que abrigue um centro de medicina oriental e que trate pacientes com os ensinamentos japoneses, atraindo não só turistas, mas pessoas que fiquem hospedadas durante tratamentos como para perda de peso, por exemplo. Uma das filhas de Honda estuda acupuntura, para atender no local. Porém, a execução dessa ideia precisa ser aconteceu aos poucos. Primeiro, a casa foi construída e, por enquanto, só é aberta em eventos especiais, como a florada das cerejeiras, em setembro.

Wataru Ogawa

O Sobrevivente

Em 1945, aos 16 anos, como a grande maioria dos meninos japoneses dessa idade, Wataru Ogawa frequentava a escola militar de Hiroshima. No final da Segunda Guerra Mundial (1939-1945), a cidade fora atingida por uma bomba atômica lançada pelos Estados Unidos, no dia 6 de agosto de 1945. No dia 9 de agosto do mesmo ano, enquanto fazia o trajeto de volta para casa, em Nagasaki, junto a colegas, foi avisado que corpos estavam boiando no rio. Sem entender o que estava acontecendo, continuou caminhando. Só quando chegou, percebeu que uma segunda bomba atômica, assim como ocorrera em Hiroshima, devastou Nagasaki. Ninguém da família ficou ferido, já que estavam todos trabalhando no campo. Os anos de pós-guerra foram complicados para aqueles que desejavam trabalhar com agricultura, como era o caso de Ogawa. O solo contaminado, por exemplo, era um dos empecilhos. Começou a trabalhar numa fábrica de construção de navios e foi convidado a se mudar para o Brasil. Decidiu, então, tentar a sorte. A família foi contra, mas, mesmo assim, decidiu embarcar para o Rio Grande do Sul. Chegou a Santa Maria com a mulher e os dois primeiros filhos. Logo foi informado que a localidade de Frei Rogério, no interior de Santa Catarina, estava aceitando imigrantes japoneses por meio de um convênio entre a Agência de Cooperação Internacional do Japão (Jica) e o Governo do Estado. Foi na cidade, que construiu um lar.

Mesmo morando há mais de 50 anos no Brasil, Ogawa não fala português. Quem ajuda nas traduções é seu filho mais novo, Naoki Ogawa, que trabalha com o pai, com agricultura. A casa, que remete à arquitetura japonesa, foi construída não só para manter a tradição, mas também para abrigar a grande família que se formou. O japonês sempre foi a língua oficial na casa, os filhos aprendiam simultaneamente a falar a língua nativa e o português. Eram eles que conversavam com negociantes e pessoas de fora. A família Ogawa foi uma das primeiras a chegar na colônica, em 1964. Começaram com o cultivo da nectarina, mas só após quatro anos foi possível colher a primeira safra. Em seguida, passaram para a maçã e, atualmente, cultivam flores, alho, feijão e milho.

Preservação da Memória

O irmão Kazumi Ogawa, também sobrevivente da bomba, foi quem teve a iniciativa da criação de um monumento em homenagem às vítimas das bombas.

Fundado em 2001, a imponente estrutura tem formado do pássaro Tsuru. O símbolo do pássaro, muito conhecido principalmente pelas dobraduras de papel, conhecidas como origamis, é considerado uma referência a paz e a prosperidade. A estrutura recebe visitantes de diversas partes do Estado, principalmente nos dias 6 e 9 de agosto, quando um sino é tocado em homenagem às vítimas do atentado. O sino foi doado pelo governo da cidade de Nagasaki e, no mundo, existem apenas três exemplares: Um na sede das Organizações das Nações Unidas (ONU) em Nova York e outro em Hiroshima.

Kazumi foi guardião do sino, que veio diretamente de Nagasaki, até 2012, ano em que morreu, vítima de um infarto, aos 83 anos. Atualmente, o sino fica na casa do irmão e é colocado no monumento nos dias de celebração.

Monumento da Paz
Monumento da Paz

Monumento da Paz

Monumento da Paz

Museu

O fogo se alastrou muito rápido. Nos destroços do que antes era um museu, ainda é possível enxergar a escada e a mangueira usadas para tentar deter as chamas. O incêndio que destruiu a estrutura do Museu da Paz no Núcleo Celso Ramos, aconteceu no final de novembro do ano passado. A família Ogawa é quem coordena as atividades do museu, recebia visitantes e cuidava do acervo. No dia da tragédia, Naoki Ogawa, 46, foi quem tentou apagar o fogo que começou pelo teto da estrutura. Mas tudo aconteceu muito rápido. Em poucos minutos, o prédio estava tomado pelas chamas e nem mesmo o Corpo de Bombeiros pôde fazer muita coisa. Naoki relata que o incêndio começou após tentarem retirar uma colmeia de dentro do museu. Há alguns dias, uma infestação de abelhas incomodava quem transitava pelo local. Tentaram de tudo, mas não conseguiram tirar os insetos. Como o local recebia a visita frequente de crianças de escolas de cidades vizinhas, a situação preocupava a coordenação. Muitos eram alérgicos e qualquer picada, poderia provocar um caso grave de reação. Com visitas marcadas para os dias seguintes, tentaram utilizar fumaça para espantar as abelhas. Foi aí que o fogo começou.

Uma faísca atingiu o teto, que era feito de espuma. Em poucos minutos, as chamas tomaram tudo.

UA construção do museu foi encerrada em 2010. A obra foi realizada graças a uma emenda de R$ 300 mil da senadora Ideli Salvatti (PT) e a contrapartida de R$ 140 mil da Prefeitura de Frei Rogério. O projeto, que custou R$ 31 mil, foi pago pelo Governo do Estado.

Sino
Sino
Museu
Museu
Sino
Sino da paz

Recomeço

O que havia dentro do museu foi perdido, mas, segundo Naoki, o acervo pode ser reconstruído. O sino da paz foi resgatado, está guardado na residência da família e é utilizado nas datas celebrativas. A cidade de Nagasaki se ofereceu para enviar objetos para compor o acervo, quando for reconstruído. Essa é a única garantia de que haverá uma reconstrução. Porém, não há data de início, término e nem mesmo como será realizada essa obra. Mesmo que a estrutura não esteja mais em pé, a memória da imigração japonesa em Santa Catarina e da cultura oriental ainda está muito viva em toda a colônia. Seja nas histórias daqueles que chegaram há décadas no país ou daqueles que estão aqui, para manter viva a tradição de seus descendentes.

Entrevista Wataru Ogawa

Camila e Wataru

A Experiência Da Reportagem

A viagem para Frei Rogério estava marcada fazia uma semana. Eu e mais um repórter sairíamos de Lages na quarta-feira de manhã, eu ficaria focada nas entrevistas e o colega nas fotos. Além de que, com a sua experiência na estrada, me ajudaria no trajeto. Porém, a neve chegou e os planos mudaram. Muitas viagens para os locais com previsão de neve, equipe reduzida e com isso, acabei recebendo a missão de ir sozinha para a colônia japonesa na cidade. Além de nunca ter dirigido sozinha na estrada, não conhecia aquela região. Mas, como diz uma colega, missão dada é missão cumprida.

O trajeto foi tranquilo, o que mais me afligia era não conseguir entrar em contato com meus entrevistados, já que não sabia como funcionava o sinal de celular. O trajeto já tinha estudado na noite anterior, era fácil, não podia dar errado. Mas deu. Ao chegar no encontro das rodovias SC-470 e BR-116, entrei no caminho errado. Em vez de seguir para Curitibanos, onde seguiria para Frei Rogério, fui parar em São Cristóvão do Sul. Dei meia volta e continuei meu caminho. Depois de parar em um posto de gasolina e perguntar como fazia para chegar a meu destino – para evitar erros novamente -, foi fácil chegar à SC-451, que levaria, enfim, para Frei Rogério.

O trecho com mais de 30 km passou rápido e ao avistar a casa octogonal, uma obra de arquitetura japonesa, no meio do nada, sabia que estava seguindo no caminho correto. Passei por uma placa que indicava a entrada para a colônia japonesa e segui em direção ao município. As minhas expectativas eram altas para o município, achava que encontraria várias referências à cultura oriental, mesmo sabendo que era um município pequeno. Estava enganada, já que não encontrei nada que fizesse referência aos imigrantes. Depois de almoçar e entrevistar um secretário municipal, segui para a colônia, onde entrevistaria primeiro a família Ogawa. Tinha poucas instruções, sabia que precisaria entrar em uma rua à esquerda da rodovia e que era próximo do Museu da Paz.

Na estrada em que está localizada parte da colônia, o clima é muito diferente da cidade. Há mais verde, árvores, é silencioso e até encontrei filhotes de capivara brincando na rodovia. À procura pela família Ogawa, fui parar em frente ao museu. Quando me deparei com a estrutura destruída, fiquei em choque.

Demorei para achar a casa da família Ogawa. Entrei em uma propriedade onde precisei seguir por uma estrada e fui parar em uma plantação de alho. No trajeto de volta, questionei a um senhor onde poderia encontrar a família. Com forte sotaque japonês, ele me orientou e, finalmente, encontrei a residência dos meus primeiros entrevistados. A primeira coisa que me chamou a atenção foi os sapatos encostados à porta. Perguntei se precisaria tirar meu sapato para entrar, mas fui liberada. A televisão da sala estava ligada em um canal japonês e logo percebi a arquitetura diferenciada da casa. O sobrevivente da bomba atômica Wataru Ogawa, um senhor de 88 anos, me aguardava no canto da sala, próximo ao sol, ao lado de um altar. A única palavra em português que trocamos foi um “olá” e depois, o filho Naoki foi quem traduziu nossa conversa. Depois de ouvir sobre a vida da família imigrante e sobre o relato do dia 9 de agosto de 1945, em que Wataru sobreviveu à queda de uma bomba atômica, voltei às ruínas do museu acompanhada de Naoki.

Lá, ele me contou sobre como o incêndio aconteceu e visitamos o Monumento da Paz, em forma do pássaro Tsuru. Em seguida, ele me levou até a casa de Fumio Honda, um dos fundadores da colônia. No trajeto, fui surpreendida por uma paisagem diferenciada e muito bonita. O jardim da casa de Honda, todo com plantas típicas do país oriental, também me chamou a atenção. Fui convidada a entrar e, por mais algumas horas, enquanto tomava um chá, ouvi mais histórias sobre o Núcleo Celso Ramos. Depois de registrar Honda ao lado de seus bonsais, réplicas em miniaturas de outras árvores, voltei para casa. Mesmo cansada, no trajeto fui pensando em como contaria essa história, rica em detalhes e de tanta importância para aquele povo. Fiquei tão contente em entrar em contato com o pedaço do Japão em Santa Catarina que a reportagem foi escrita rapidamente, já que a experiência estava recente em minha memória, assim como a história está viva nos imigrantes moradores de Frei Rogério.

Otawa e esposa

Otawa e esposa



Marlene Ogawa e o artesanato japonês

Marlene Ogawa e o artesanato japonês

Naoki e Wataru Ogawa

Naoki e Wataru Ogawa



Imigração Japonesa

Local onde caiu a bomba em Nagasaki