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:: 14/10/2010 | Saúde

Número de abortos pode diminuir com o acompanhamento do pré-natal

Número de abortos pode diminuir com o acompanhamento do pré-natal

Lages, 15/10/2010, Correio Lageano

 

O caso de uma menina de 16 anos que sofreu aborto espontâneo de um feto de dois meses, nesta segunda (11), no bairro Gethal, demonstra que este tipo de perda ainda é comum. O acompanhamento médico durante a gravidez afasta o risco de abortar.

 

A adolescente garante que realizou corretamente o pré-natal, pois apesar da idade planejou ter o filho. Ela acredita que o aborto que sofreu foi porquê não foi internada quando sentiu dores abdominais com sangramento intenso.

 

“Tomei os remédios que o médico receitou, mas não adiantou. Quando fui na maternidade já tinha perdido meu bebê”, conta.

 

Através do programa Saúde da Mulher da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), as gestantes têm acesso gratuito às consultas e exames que o pré-natal necessita.

 

De acordo com a enfermeira responsável pelo programa, Ligiani Zilio Borges, quando o pré-natal é feito rigorosamente pelas futuras mães, corre-se menos risco de haver um aborto espontâneo.

 

No programa, as gestantes devem ter um atendimento mínimo de seis consultas e a primeira deve ser feita no primeiro trimestre de gestação.

 

“O acompanhamento é feito desde o início da gravidez e segue depois do parto, para avaliar o desenvolvimento do bebê”, afirma.

 

Para participar do programa, as gestantes comunicam a gravidez no Posto de Saúde do seu bairro, que faz os encaminhamentos.

 

Diante disso, elas precisam participar das reuniões de gestantes e estar com todas as consultas e vacinas em dia.

 

Além disso, toda segunda-feira acontece um curso na SMS, a fim de tirar as dúvidas e orientar sobre os cuidados que devem ser tomados durante a gravidez.

 

“Esse programa cuida também da mãe, pois ela também precisa de cuidados, ainda mais se já teve algum aborto ou alguma complicação na gravidez”, explica.

 

No final do curso, é feito um book fotográfico com as participantes, que também ganham uma bolsa com alguns itens para auxiliar na higiene do bebê.

 

Ela observa que o número de adolescentes grávidas aumentou consideravelmente nos últimos anos. Para prevenir essa situação, são realizadas palestras nas escolas através do programa Saúde da Criança.

 

“A gravidez na adolescência aumenta o risco de aborto espontâneo, pois o corpo da mulher ainda não está formado”, enfatiza.

 

Foto: Susana Küster

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