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:: 03/01/2014 | Esportes

Daiane viu de perto o acesso do Inter

Daiane viu de perto o acesso do Inter

Texto:

Lages, 04 e 05/01/2014, Correio Lageano, por Begair Godóy

 

 


Formada pela Federação Catarinense de Futebol e pela escola de arbitragem Gilberto Neuhaus, a lagena Daiane Madeira, de 29 anos, atua como assistente há 9 anos. Ela sonha em se tornar árbitra principal da Confederação Brasileira de Futebol. Ano passado  trabalhou nos 11 jogos do Inter de Lages na Divisão de Acesso como quarta árbitra.

 

 

 


Para ela foi uma experiência desafiadora e uma oportunidade para mostrar seu trabalho para a cúpula da federação catarinense. “O melhor momento foi poder ver o estádio Tio Vida lotado para a final do Inter e Blumenau, foi emocionante mostrou que Lages tá junto”, diz ela.

 

 

 


O quadro hoje tem 17 mulheres no estado e todas arbitras assistentes. Daiane é a única representante da Serra Catarinense. Ainda não há vaga para árbitra principal para mulheres.

 

 

 


Apesar de sua pouca estatura, 1m58cm e os seus 52 quilos ela consegue se impor em campo e mostrou que sabe o que está fazendo.  A  função do 4º árbitro inicia duas horas antes da partida e termina após finalização das súmulas no vestiário.

 

 


É também responsabilidade do quarto árbitro checar os uniformes dos jogadores, conferir as bolas, cuidar dos maqueiros, quem fica em campo, imprensa, manter a ordem, realizar as substituições, anotar cartões e se algo impedir que um dos árbitros trabalhem estar pronto para substitui-lo, além de outras tarefas.

 

 


Manutenção: Para manter-se no quadro da federação, Daiane passa anualmente por testes físicos e teóricos. “Treinar e estudar é o foco”, diz ela. “A federação cobra testes iguais da CBF, então o preparo é pesado o ano todo e diariamente, faça sol, chuva ou frio. Sigo uma planilha de treinos à risca. Desloco-me diariamente da minha
residência 8 quilômetros entre ida e volta até o estádio, lá treino a parte
aeróbica e força e também faço treino prevenindo lesões”, salienta. Corintiana fanática, a lageana acredita que 2014 será de desafio para ela e para o Coringão. “A mudança de técnico exige mais planejamento e com certeza virão mudanças no elenco. Adorei a forma de trabalho do Tite, fará falta para o time. Espero um boa temporada para nos garantir na Libertadores em 2015”.

 

 

Daiane Madeira

 

A jovem  que cresceu em meio ao futebol, conta como é  atuar numa função que predominantemente é exercida por homens. Fala dos desafios e de como a arbitragem é importante na sua vida. 

 

 

CL: Como você se encantou pela arbitragem?

 


Daiane Madeira Minha origem na arbitragem é devido ter um árbitro em casa, meu pai, Jairo Madeira, o Tio Zaga. Cresci acompanhando-o com as súmulas que trazia para fazer, sempre me metia em ajudá-lo. Também acredito que nasci predestinada para isso, é paixão.

 

 

 

CL: É difícil fica sem falar de arbitragem?


Daiane MadeiraA arbitragem está no meu dia a dia, se não estou trabalhando, tô
assistindo jogos na tv, ou trocando ideias sobre o assunto e de
lances polêmicos.

 

 


CL: Como vê o papel da mulher neste contexto?


Daiane Madeira Sempre cito: Nós mulheres conquistamos, entre muitos outros, o
direito de estar dentro do solo sagrado (campo de futebol), esta conquista foi através de muito trabalho e dedicação, treinamentos e aplicação no estudo e no entendimento do espírito das 17 regras. Por natureza somos mais detalhistas e queremos obter o máximo em tudo que fazemos. A luta é diária.

 

 

 

CL: O que faz para se atualizar?


Daiane Madeira: Leio constantemente o livro de regras, a trívia da FIFA, me atualizo
através de vídeos, assisto jogos. Para ser um bom árbitro, tem que entender bem as regras e ter bom preparo físico.

 

 

 

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