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:: 02/09/2010 | Serra Catarinense

Obras recuperam rua que desmoronou

Lages, 3/09/2010, Correio Lageano

 

A rua Salustiano Neto, no bairro Santa Catarina, desmoronou no dia 23 de julho devido às fortes chuvas daquela época e causou vários transtornos aos moradores da região.

 

O aterro começou na semana passada e segundo o secretário de Obras, Sergio Todeschini, se não chover, dentro de no máximo 15 dias a rua voltará a existir.

 

Ana Maria Moreira e suas irmãs Ruth e Alana, esperam ansiosamente o término da obra, pois todos os dias se aventuram em um caminho estreito, para conseguir chegar a Escola Lúcia Fernandes Lopes.

 

“Às vezes damos a volta no quarteirão para ir na escola, para não precisar se arriscar a cair ou se sujar”, diz Ana. Ela conta que não é a primeira vez que a rua desmorona. “Já desbarrancou uma parte dela outra vez, arrumaram e não adiantou pelo que você percebe”, completa.

 

Sua irmã Ruth, 12 anos, afirma que como demora muito para dar a volta no quarteirão, prefere passar no meio do buraco para chegar à escola.

 

“Às vezes me sujo, mas prefiro isso do que caminhar mais. Acho que demorou muito para arrumar, pois se for pensar é perigoso esse buraco enorme, principalmente de noite”, ressalta a estudante.

 

O secretário garante que 70% da obra já foi concluída e que foi possível economizar bastante, pois os materiais foram doados.

 

Foi feito um enrocamento com as pedras que foram detonadas no terreno que está sendo construído o presídio.

 

E a terra para fazer o aterro, está sendo retirada de um terreno da antiga BR-2. “Estamos fazendo de uma forma, que cesse o problema. A terra é de ótima qualidade e vamos fazer redes de drenagem para o escoamento da água, pois é uma região muito úmida”, explica.

 

Segundo Todeschini, até agora foram utilizados mil metros cúbicos de rocha, para se criar uma base em que a água possa escoar com facilidade.

 

Em toda a obra, vão ser usados dois mil metros cúbicos de terra. “Até agora só pagamos para espalhar a terra e o transporte dos materiais, estamos evitando gastar o dinheiro público”, ressalta.

 

Fotos: Susana Küster

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  • Enquanto a obra não acaba, os moradores passam em um caminho estreito que foi feito por eles mesmos

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