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:: 27/08/2010 | Saúde

Gaúchos não vacinam e sarampo ataca crianças

Lages, 28 e 29/08/2010, Correio Lageano

 

Doenças que pareciam estar extintas estão voltando. É o caso do sarampo, onde o vírus ainda circula por falta de vacinas tomadas no momento certo.

 

De acordo com a coordenadora da Vigilância Epidemiológica, Odila Waldrich, as vacinas são oferecidas o tempo todo nas unidades de saúde, como forma de prevenção destas e de outras doenças.

 

“Os pais devem estar atentos ao calendário de vacinação dos filhos para evitar que este vírus se prolifere”, explica Odila.

 

Há registros de casos no Rio Grande do Sul, onde foi constatado que crianças apresentaram sintomas, como febre alta, indisposição e feridas pelo corpo. “Estes casos são de crianças que não receberam as doses das vacinas”, relata.

 

Em Lages, de acordo com a Vigilância Epidemiológica, é comum ter que ir buscar pais e filhos para tomar as vacinas.

 

“Muitos ainda não entendem a importância da prevenção e temos que buscá-los em casa”, diz. Lages conta hoje com 22 unidades de saúde divididas em bairros e no centro, e cada uma dispõe de todas as vacinas.

 

Odila comenta ainda que se a doença está no Rio Grande, devemos estar atentos, pois é possível que venha para Santa Catarina.

 

As vacinas já salvaram as vidas de milhões de crianças em todo o mundo e têm o potencial de salvar outros milhões no futuro, à medida que são desenvolvidas novas fórmulas.

 

“A vacina do sarampo existe há pelo menos 30 anos e não deveria ser mais algo desconhecido”, comenta Odila.

 

De acordo com pesquisas, a imunização é um dos investimentos em saúde infantil que tem a melhor relação custo-benefício.

 

Em países de baixa renda, duas em cada cinco mortes de crianças com menos de cinco anos em 2009 ocorreram devido à pneumonia ou diarreia. Novas vacinas são capazes de prevenir grande parte dessas mortes.

 

Foto: Deise Ribeiro

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