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:: 11/09/2012 | Polícia

Família de homem morto pela PM dá sua versão sobre o crime

Família de homem morto pela PM dá sua versão sobre o crime

Lages, 12/09/2012,Correio Lageano

 

 

 

Mãe de Robson alega que ele só atirou depois de ser atingido e que não apontava arma para o filho

 

 


A família de Robson Santos da Costa, que morreu na última sexta-feira (07) em uma ocorrência policial no bairro Araucária, em Lages, dá sua versão sobre o caso e contesta as informações da Polícia Militar (PM).

 

 


Robson foi baleado e morto em sua casa durante a ocorrência. Dois policiais foram até o local para atender ao chamado da ex-esposa da vítima, que queria reaver o filho do casal, de quatro anos, que encontrava-se com Robson há cerca de um mês.

 

 


Quando os policias chegaram ao local, encontraram a vítima no portão, que se negou a entregar a criança, mesmo diante da insistência dos PMs. Em seguida, ele entrou em casa e voltou com um revólver calibre 22 em punho.

 

 


Segundo a PM, ele apontava a arma para a cabeça da criança. Na sequência, teria mirado para o policiais e efetuado um disparo que atingiu o pescoço de um deles de raspão. Os policiais revidaram e o primeiro tiro teria atingido a perna de Robson.

 

 


A mãe da vítima, Meri Terezinha Santos da Costa, afirma que o rapaz só atirou depois de ser atingido na perna e cair, e não soube informar se o tiro foi proposital ou não. “Quando meu filho caiu, eu implorava para não matar ele, mas não teve jeito. Não precisavam matar ele, já que quando caiu com o tiro na perna acabou soltando a arma”, lembra, negando a informação de que o jovem era depressivo.

 

 


De acordo com o capitão do 6º Batalhão de Polícia Militar (6º BPM), Guilherme Ricardo Bez, os dois policiais envolvidos na ocorrência foram afastados das ruas e passarão por avaliação psicológica.

 

 


Ele reafirma que Robson estava com a arma apontada para a cabeça do filho, e que também mirou contra os policiais. Não soube detalhar quantos tiros atingiram a vítima. Dois inquéritos, um policial e outro civil, foram abertos para apurar o caso.

 


Relembre o caso

 

 

Foto:Adecir Morais

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