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:: 27/07/2010 | Serra Catarinense

Cresce número de acidentes de trabalho

Cresce número de acidentes de trabalho

Texto:

Lages, 28/07/2010, Correio Lageano

 

O Centro de Referência em Saúde do Trabalhador (Cerest) registra diariamente 5,6 acidentes de trabalho em toda a região da Amures, que compreende 18 municípios.

 

Até o mês de julho foram notificados 1.022 acidentes de trabalho, sendo que 11 foram fatais. Deste total, 90% foram em Lages.

 


Dados do Cerest dão conta de que no mesmo período do ano passado foram notificados menos acidentes de trabalho, totalizando 800 registros.

 

Entretanto, o coordenador do Cerest em Lages, Paulo César Alves de Arruda, explica que isto não significa que houve aumento no número de ocorrências, apenas é um reflexo da conscientização das pessoas, que notificam com maior frequência a incidência destes casos.

 

“Ainda há inúmeros casos que sequer são registrados, e o trabalhador fica sem a devida assistência”, comenta.

 


O acidente de trabalho compreende qualquer situação física ou emocional, que gere danos ao trabalhador, seja no seu local de trabalho ou no trajeto de ida e volta para este.

 

Também se englobam neste quadro, doenças causadas ou adquiridas durante o trabalho, como estresse, depressão, crises de ansiedade, assédio moral, LER, Dort e lombalgia.

 

“Qualquer pessoa está sujeita a sofrer um acidente de trabalho e, infelizmente, só na região, mais de cinco pessoas por dia não voltarão sãs para suas casas”, destaca Paulo.

 


Os cinco setores onde são registrados maior número de acidentes são a prestação de serviços (como lavadores, freelancers, manicures autônomas, entre outros), madeireiro e agroflorestal, autônomo, construção civil e o comércio.

 

Paulo destaca que Lages foi a primeira cidade do estado a criar uma portaria municipal, em 2003, tornando obrigatório o registro dos acidentes de trabalho.

 

“Este é um dos fatores pelo qual há maior índice de registros de acidentes que acontecem aqui”, comenta.

 


Para ele, um dos fatores pelos quais o número de acidentes de trabalho é tão alto, é porque há falta de treinamento dos colaboradores nas empresas.

 

“Em diversos setores é preciso ter capacitação de treinamento, pois para evitar acidentes, é necessário que a pessoa conheça melhor a função que desempenha. As empresas precisam investir mais tempo e recursos na qualificação e no treinamento dos colaboradores”, explica César Alves de Arruda.

 

 

Maioria das notificações no Cerest é de acidentes ocorridos em Lages

Dos 1.022 acidentes de trabalho registrados no primeiro semestre de 2010, 1.008 aconteceram em Lages e o restante está dividido entre municípios como Anita Garibaldi (1), Correia Pinto (1), Capão Alto (1) e Otacílio Costa (8). Do total, três registros não tiveram a localidade especificada.

 


As notificações do restante da região ainda são baixas, mas Paulo explica que isto não significa que não aconteçam acidentes de trabalho. Eles apenas não são registrados nos órgãos competentes.

 

“De toda a Amures, nós infelizmente recebemos apenas os registros dos acidentes mais graves e fatais”, comenta.

 

Por não haver registros, Paulo acredita que o número de subnotificações (acidentes não notificados) deve ser bem mais alto em toda a região.

 

“O problema é que quando o Cerest não toma conhecimento, nem sempre o paciente acaba tendo o atendimento e acompanhamento necessário”, diz.

 

Em fevereiro do ano passado, todos os secretários de saúde da Amures passaram por capacitação para atender e notificar acidentes de trabalho.

 

Destes municípios, nove passaram por capacitação intensiva para todos os profissionais da área da saúde (Anita Garibaldi, Cerro Negro, Capão Alto, Correia Pinto, São Joaquim, Ponte Alta, Palmeira, São Joaquim e São José do Cerrito).

 


“Não sabemos explicar o porquê de estes municípios não notificarem as ocorrências”, comenta Paulo.

 

Segundo ele, em muitas das secretarias, os funcionários que receberam capacitação não fazem mais parte do quadro de funcionários por serem contratados, e isso dificulta ainda mais o processo.

 

 

Assassinato em Correia Pinto também é acidente de trabalho

Na terça-feira passada (20) a funcionária pública Lenemar Aparecida Ribeiro, 41 anos, foi assassinada com um tiro de revólver no pescoço dentro da Secretaria de Saúde de Correia Pinto.

 

Segundo Paulo, além de um crime à sangue frio, por ser em horário de expediente de Lenemar, o assassinato também entra para as estatísticas de acidente de trabalho.

 


Um caso de agressão extrema dentro do local de trabalho da vítima, o assassinato se enquadra em acidente de trabalho porque aconteceu enquanto ela exercia sua função.

 

Paulo destaca que assim como o caso de Lenemar, inúmeros incidentes que acontecem no serviço não são notificados como acidente de trabalho.

 

“Em nenhum momento, desde o dia do assassinato, foi falado que se trata de um acidente de trabalho, mas infelizmente isso faz parte das estatísticas”, completa.

 

 

Procure o CEREST


Qualquer pessoa que tiver dúvidas sobre alguma situação, ou que sofrer um acidente de trabalho, pode entrar em contato com o Cerest, através do telefone 3225-6942, e sanar suas dúvidas ou notificar algum caso.

 

“Quando surgir a dúvida, as pessoas devem entrar em contato conosco para saber se a situação pela qual está passando é relacionada com acidente de trabalho ou não”, explica Paulo.

 

Fotos: Arquivo CL

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