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:: 12/08/2012 | Esportes

Falcão, Romário, Mano, Jaque e três ouros nos Jogos Olímpicos

Falcão, Romário, Mano, Jaque e três ouros nos Jogos Olímpicos

Texto:

Lages, 13/08/2012, Correio Lageano, por Thomas Michel

 

 


Decepção no futebol, felicidade no boxe e os dois sentimentos no vôlei. O Brasil termina os jogos olímpicos com três ouros

 


Romário esteve na seleção de melhor campanha nas olimpíadas. Foi prata, foi criticado. 24 anos depois, viu um time melhor fazer três gols por jogo e amarelar para a medalha dourada mais uma vez. Agora dividindo as atividades de deputado federal com as de comentarista, não poupou críticas ao técnico brasileiro Mano Menezes. Enquanto os narradores tentavam botar a culpa no bom futebol do México, o ex-jogador bradava impropérios. “Ele é treinador para o Corinthians, não para a seleção”.

 

 


A frustração não tão contida na boca de Romário era o reflexo da torcida brasileira. O ouro olímpico foi mais uma vez adiado.

 

 


Tentou-se colocar a culpa no juiz britânico, que economizou nos cartões. Ou mesmo na desatenção dos primeiros minutos. O torcedor não teve tempo nem de pegar o primeiro amendoim e tomar o primeiro gole de cerveja quando a televisão já anunciava que a bola estava no fundo da rede do Gabriel. O goleiro teve uma participação discreta, com erros. Fez a primeira defesa difícil aos 40 minutos do segundo tempo.

 

 


Mesmo assim, alguns brilharam. O Brasil fez três gols em vários jogos, precisou mudar o time titular, mas não teve jeito. Hulk tentou fazer jus ao apelido e se tornar herói. Fez um gol, e foi um dos poucos aplaudidos na entrega de medalhas.

 

 


Os apupos eram resultado da esperança de um super time que há anos não ia tão forte para uma olimpíada. Além de Hulk, tinha Pato, Neymar, Juan, Lucas, Leandro Damião e se dava ao luxo de deixar Ganso na reserva.

 

 


Chelsea, Paris Saint-Germain, Porto e outros grandes clubes representados. Salários milionários e nomes que são marcas. Resultado de qualidade excepcional que dariam o ouro para o Brasil. Mas não foi isso que aconteceu. Uma prata de derrota.

 

 


Exatamente ao contrário da prata de Esquiva Falcão. Sozinho, chegou sem nome, sem salário milionário e se ganhasse alguma coisa, muito bem, mas se perdesse, tanto fazia para os brasileiros. Mas foi sozinho e, por conta de uma punição, perdeu por um ponto para um japonês técnico, que não baixava a guarda. Bateu na trave. Mesmo assim, é um daqueles heróis de quatro anos que o Brasil tem no pós-olimpíadas. Mauren Maggi, Gustavo Borges, Aurélio Miguel... Pessoas que ninguém conhece e de repente trazem a glória máxima para o Brasil.

 

 


Com um trabalho menos difícil, outros, mais conhecidos, simplesmente não desapontam e, ao contrário do futebol, trazem o que os brasileiros esperam deles. O vôlei feminino, por exemplo, trouxe mais um ouro. O time não tinha Damião ou Pato, mas tinha Jaque, Fernanda Garay, Dani Lins... Bi-campeãs olímpicas, que receberam cumprimentos até da presidente Dilma Rousseff.

 

 


Romário vai ter que esperar outros quatro anos para ver a possibilidade de uma medalha dourada no peito do futebol masculino. O ex-jogador ainda não sugeriu um novo técnico. Quem sabe José Roberto Guimarães? Ele sabe como fazer, já tem três medalhas douradas na coleção.

 

 

 

Londres é repetição de Pequim

 

Duas medalhas de bronze a mais. Esse é o comparativo do resultado brasileiro em Londres, em relação às últimas olimpíadas.

 

 


No sábado de manhã, o país poderia bater seu recorde que aconteceu em Atenas 2004, quando ficou na 16ª posição. Foram cinco medalhas de ouro. Naquele momento, o país tinha dois ouros e futebol masculino, boxe, vôlei feminino e masculino poderiam trazer mais douradas. Só as meninas do vôlei conseguiram.

 


Acabou em 22º lugar, longe da melhor colocação. As olimpíadas da Antuérpia, em 1920 colocaram o país na 15ª posição com uma medalha de cada cor. Todas no tiro. A equipe atlética viajou durante dois meses de navio para participar da competição. As potências olímpicas como Rússia e China ainda não participavam dos jogos. Se os ouros daquela manhã de sábado chegassem, o Brasil teria repetido a colocação da competição de 1920 e bateria seu recorde de medalha. Não aconteceu, mas, para efeito de consolo, o Brasil tem o mesmo tanto de ouros que o maior atleta de todos os tempo: Michael Phelps tem 22 douradas.

 

 


Foto:EFE

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