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:: 27/07/2012 | Serra Catarinense

Alimento da Serra Catarinense é rico em nutrientes

Alimento da Serra Catarinense é rico em nutrientes

Texto:

Lages, 28 e 29/07/2012, Correio Lageano

 

 


O pinhão não contém agroquímico e ajuda a evitar doenças do coração além de proporcionar sensação de saciedade

 

 


De abril a julho, a mesa dos serranos inclui um ingrediente típico: o pinhão. Os benefícios que a semente traz já são conhecidos e fazem parte dos estudos da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). O alimento se destaca na prevenção de problemas cardiovasculares e intestinais. Pode ser preparado na panela de pressão ou assado na brasa e na elaboração tanto de pratos doces quanto salgados.

 

 


A semente da Araucária, árvore típica da região meridional do Brasil, é destaque da revista Saúde, de circulação nacional. Na edição do mês de julho de 2012, uma reportagem mostra a riqueza de nutrientes do pinhão. O engenheiro agrônomo do escritório regional da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural (Epagri) de Painel, João Antenor Pereira, ressalta que o pinhão é um produto 100% natural.

 

 


João explica que a semente é rica em carboidratos, proteínas, vitaminas do complexo A e B, e garante a sensação de saciedade. “O alimento está em estado natural, é floresta nativa. Não existe nenhum resíduo agroquímico”, explica o engenheiro. O pinhão contribui para minimizar o risco de câncer por conter manganês, zinco, ferro, fibras e beta caroteno. Ajuda a controlar o colesterol e o diabetes. Tem ainda, efeito antioxidante vasodilatador, anticoagulante e age contra a fadiga.

 

 


O tipo de gordura existente é denominada gordura insaturada, de digestão mais fácil que as gorduras da carne, que são saturadas. A nutricionista da Secretaria Municipal da Saúde, Vanessa Cristina Assunção, trabalha no Núcleo de Apoio à Saúde da Família (NASF) e conta que o pinhão cru possui mais calorias que o cozido, e alerta que deve ser consumido fresco e não permanecer por muito tempo fora das condições necessárias de armazenamento, porque pode rançar.

 

 


“O consumo para adultos, idosos, gestantes e pacientes com insuficiência renal crônica deve ser feita com moderação pelo alto valor calórico e por formar muitos gases causando desconforto gástrico ou até diarréia pelo excesso de consumo”, ressalta a nutricionista.

 

 

 

A equipe do NASF realizou cursos nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) São Carlos e Gethal, em junho. A iniciativa contou com aula prática tendo o pinhão como ingrediente principal de bolos, docinhos, sopa e panqueca recheada. A ideia foi desmistificar que o pinhão só pode ser utilizado em paçoca, entrevero ou cozido e assado. “Podemos variar o cardápio com algo que é fácil de ser encontrado em nossa região”, completa Vanessa.

 

 

 

Colheita de 2012 menor do que 2011

 

 

Neste ano, o engenheiro agrônomo da Epagri/Painel, João Antenor Pereira, afirma que a estimativa é de que tenham sido colhidas 250 mil sacas de 50 quilos cada na região da Associação dos Municípios da Serra (Amures). Dentre as 18 cidades, Painel é o maior produtor, mas a safra foi 30% menor em relação ao ano passado. Lá existe uma associação que busca organizar uma cooperativa, a “Coperpinho”, para os produtores terem assistência técnica e acesso a melhores mercados para comercialização.

 

 


Em Urupema, foram colhidas de 20 a 25 mil sacas. A redução se deve a estiagem e alternância de produção. O agrônomo conta que a araucária é cíclica, durante dois ou três produz abundantemente, reduzindo a produção de forma gradativa nos dois ou três anos seguintes. Em 2012, a colheita atrasou no início e acelerou com a estiagem.

 

 

 

Assim, os produtores tiveram que colher mais rápido e tiveram perdas de armazenagem no monte. Na hora de debulhar o pinhão já estava estragado. Apesar da queda na safra, o preço do pinhão se manteve estável. O quilo chegou a custar R$ 1,80.

 

 

 

Máquina de pinhão em Painel

 

 

 

A mão de obra na colheita do pinhão está em decadência pela migração para setores como a Construção Civil. No interior, não existe reposição e preparação para o mercado. Na localidade de Farofa, em Painel, uma nova máquina que debulha a pinha e facilita o ensacamento do pinhão foi apresentada aos produtores.

 

 

Três pessoas enchem um saco em cinco minutos. A demonstração da Epagri busca uma melhora na qualidade do pinhão na próxima safra. A máquina é de uma empresa de Içara, no Rio Grande do Sul. O custo será de R$ 4.500,00 para os produtores, alguns já fizeram encomenda.

 

 


Foto:Arquivo/CL

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