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:: 04/06/2012 | Polícia

Dor, tristeza e comoção marcam despedida

Dor, tristeza e comoção marcam despedida

Texto:

 Correia Pinto, 05/06/2012,Correio Lageano, por Correio Lageano

 

 

 


A tristeza, a dor e a comoção tomaram conta de familiares e amigos que se despediram das quatro pessoas da mesma família, que morreram no último domingo na BR-116, em Correia Pinto, na Serra Catarinense. A tragédia comoveu a população.  O velório aconteceu no Centro de Eventos Alexandre Júlio, no bairro Pereira Alves, que ficou lotado durante o dia todo.

 

 

 

O sepultamento será hoje no Cemitério local. A prefeitura decretou lutou oficial por dois dias.
O acidente ocorreu por volta das 15h30min no Km 221, no perímetro urbano da cidade. As vítimas estavam num Corsa Sedan, atingido por um Space Fox, que viajava pela rodovia. Com o impacto, o Corsa pegou fogo.

 

 


Morreram queimados Sebastião Lima de Liz, de 73 anos, a filha Maria Aparecida Souza de Liz, 43, e a neta Eduarda de Liz Gomes, de nove anos. Duas pessoas estavam no Space Fox. Elas sofreram ferimentos, mas estão fora de perigo. No Corsa estava ainda outro neto de Sebastião. O menino Fabrício Pereira de Liz, de 6 anos, foi arremessado do carro. A criança foi trazida ao Hospital Infantil Seara do Bem, mas não resistiu aos ferimentos e morreu ontem por volta das 10 horas.

 

 


O corpo do menino chegou ao velório no final da tarde. Os quatro caixões foram colocados lado a lado, cada um com uma foto da vítima. Em meio a muita comoção, amigos e familiares aproveitaram para se despedir das vítimas.  O pai de Eduarda, o ex-bombeiro voluntário, Luiz Marcelo Gomes, que ajudou a retirar o corpo carbonizado da própria filha de dentro do veículo, estava emocionado. Em meio aos abraços e consolos dos amigos, ele ficava o tempo todo ao lado do caixão da filha.

 

 

 

Pai levava filha e netos depois de um almoço em família

 

 


Sebastião Lima de Liz, morava no bairro São João. Ele, a filha e os dois netos, haviam almoçado juntos, antes um pouco da tragédia. O acidente aconteceu quando ele levava os parentes de volta para casa, no bairro Pereira Alves, do outro lado da rodovia. Maria Aparecida era funcionária pública e trabalhava na prefeitura havia 15 anos. “Ela era uma pessoa amiga e muito competente. Foi um perda enorme para todos nós da prefeitura”, comentou Sirlei Terezinha Ramos, colega de trabalho da vítima.

 

 


O primo de Eduarda, Ederson Gomes, contou que soube da tragédia momentos depois. “Eu estava em casa e ouvi uma explosão, mas não imaginava que seria com alguém de minha família. Somente depois é que recebi um ligação de um colega e soube o que tinha acontecido”, relatou. Segundo ele, a mãe de Fabrício estava em Curitiba cuidando da mãe, que está doente, quando ocorreu o acidente.

 

 


Este foi o segundo acidente de trânsito nas rodovias da Serra em que resultou em vítimas fatais moradores de Correia Pinto em menos de um mês. No final do mês passado, dois homens morreram carbonizados após bater a moto em que estavam contra Toyota Hilux, na BR-470.


 


Uma tragédia anunciada, dizem moradores

 

 

Moradores e comerciantes de Correia Pinto afirmam que o acidente foi uma “tragédia anunciada”, e cobram ações das autoridades. Segundo eles, vários acidentes já  ocorreram no cruzamento, que dá acesso ao bairro Pereira Alves, considerado um dos mais perigosos do perímetro urbano da BR-116

 

 


“O excesso de velocidade aqui é um dos maiores problemas. As autoridades deveriam ver isto e instalar redutores de velocidade para amenizar a situação”, sugeriu o comerciante Saulo José Gonçalves, dono de uma churrascaria que fica a cerca de 100 metros do local do acidente.

 

 


O inspetor chefe da Delegacia da Polícia Rodoviária Federal (PRF) de Lages, João José Blomer, disse que, embora o número  de ocorrências no local seja pequeno, há a necessidade de mudanças para melhorar o trânsito e evitar mais acidentes. Segundo ele, os trechos de perímetro urbano nas rodovias sempre foram problemáticas e preocupam a PRF. Como prevenção, ele defende mudanças no trânsito no perímetro urbano da rodovia, como a redução do limite de velocidade para 60Km/, assim como  a construção de rotatórias nos cruzamentos perigosos.

 

 


O prefeito de Correia Pinto, Vânio Forster, disse que em 2009 encaminhou, junto a Brasília, um projeto para a construção de vias marginais  e de melhorias nos acessos no perímetro urbano da cidade. “Fizemos o encaminhamento e até hoje estamos esperando uma resposta”, comentou.

 

 


A AutoPista Planalto Sul, concessionária da BR-116, reconhece os problemas estruturais no trecho. “O acesso do km 121 é municipal e irregular porque está numa curva”, observou a assessoria de imprensa do órgão.  A empresa informou, ainda, que “estuda as possibilidades de se regularizar o acesso e apresentar à prefeitura, para se chegar a um consenso”.

 

 


Ainda esta semana, a comunidade está se mobilizando e deve reivindicar melhorias no local. O ato pacífico está sendo organizado por escolas das redes estadual e municipal. A estrada deverá ser fechada por alguns instantes.

 

 

 

Clique aqui e releia a matéria sobre o acidente

 

 

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Foto: Adecir Morais

  • Dor, tristeza e comoção marcam despedida
    Cruzamento onde ocorreu o acidente é um dos mais perigosos da BR
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