Serra Catarinense. Quinta-feira, 27 de Novembro de 2014
Anuário Lages em Desenvolvimento 2014 | 2015
EM CARTAZ
ÁREA DO ASSINANTE

Área de acesso restrito aos assinantes do Jornal Correio Lageano:



Esqueci minha senha

Central de Vendas Correio Lageano (49) 3251-8200
Correio Lageano

Redação: 49 3221 3344
redacao@correiolageano.com.br

Comercial: 49 3221 3322
comercial@correiolageano.com.br

Facebook CLMais | Correio Lageano

:: 24/05/2012 | Serra Catarinense

Sesc forma Contadores de Histórias

Sesc forma Contadores de Histórias

Texto:

Lages, 25/05/2012, Correio Lageano, por Núbia Garcia

 

 


A segunda edição do Curso de Formação de Contadores de Histórias Para Cegos, teve início na quinta-feira (23), no Sesc, em Lages. Ministrado pelo contador de histórias Sérgio Bello, o curso foi aberto participantes de Lages e região, e encerra no sábado (26), com apresentação dos alunos.

 

 

As oficinas para formar contadores de história são oferecidas com frequência pelo Sesc, entretanto, o curso que acontece neste final de semana tem como perspectiva a inclusão social. De acordo com o técnico de cultura do Sesc, Rudimar Cifuentes, o curso conta com 12 participantes inscritos anteriormente.

 


Nesta sexta-feira, segundo dia do curso, as aulas acontecem à tarde das 14 horas às 18 horas, e no sábado, das 8 horas ao meio dia, e das 14 horas às 16 horas. No último dia, a partir das 15 horas, os alunos/contadores farão uma breve apresentação, preparada durante as aulas, aberta para o público. A apresentação acontecerá no Teatro do Sesc.

 


O foco do ministrante é a linguagem através da palavra. A técnica, chamada minimalismo cênico, desenvolve uma proposta cênica que abre mão de recursos visuais para dar ênfase à oralidade. O significado simbólico das histórias, a performance do contador, reflexões sobre o texto da literatura e sua relação com a oralidade e a imaginação, serão trabalhados durante o curso. Sérgio destaca que tudo isso será apresentado, à medida em que os participantes são estimulados a desenvolverem seu próprio estilo de narrar.

 


Estes dois eventos proporcionaram experiências e reflexões incorporadas na presente proposta de trabalho. A perspectiva que estas experiências ofereceram foi à percepção da inclusão a partir de um ponto de vista inverso ao que “normalmente” encontramos: a da “inclusão” das pessoas videntes na cultura do cego.

 


Segundo Sérgio, o ser humano significa a sua existência através de narrativas, através das histórias que conta, estabelecendo sentido à experiência e buscando explicações, ainda que a um nível simbólico, aos acontecimentos à sua volta. “Quando uma pessoa ouve, a recepção da fala é diferente em cada indivíduo, por isso o contador de histórias precisa trabalhar a postura corporal, expressões durante a fala e formas de contar um texto”, explica.

 


O ministrante ressalta que, ao contar uma história, é preciso que a narração seja “limpa” de elementos que possam perturbar o “mergulho” do ouvinte na história. Ele lembra que a imaginação é algo muito subjetivo. “Isso independe de a pessoa ver ou não. A imaginação é diferente de acordo com as percepções e arquétipos que cada pessoa tem”, diz.

 


Segundo ele, as memórias de cada pessoa são uma coleção de histórias que constituem sua identidade, pois cada pessoa todos os dias conta e ouve histórias. Seja ao telefone, no ponto de ônibus, ou no trabalho. A todo momento o ser humano participa desta corrente que vem de tempos imemoriais. “Através das histórias, estabelecemos sentido às nossas experiências e buscamos explicações aos acontecimentos a nossa volta”, completa.

 

 

O contador de histórias

 


Tornou-se contador de histórias em 1995, quando desenvolveu o projeto “A Hora do Conto”, na Escola Sarapiquá, em Florianópolis. Desde o ano de 2000, tem ministrado oficinas e cursos para formação de contadores de história pelo Sesc Santa Catarina em todo o estado.

 


Participou do projeto Baú de Histórias (projeto de circulação de espetáculos de contação de histórias) e de festivais e simpósios de Contadores de Histórias no Brasil e no exterior. Em 2004 desenvolveu dissertação de mestrado sobre o tema. Atualmente é professor no curso de Comunicação da Faculdade Estácio de Sá, em São José, além de seguir contando histórias na Escola Sarapiquá.

 


Outro curso

 

 

Paralelamente ao Curso de Formação de Contadores de Histórias Para Cegos, o Sesc desenvolve outro Curso de Formação de Contadores de Histórias, ministrado pelas contadoras Elen Werner e Ivone Balzan.

 


Ao todo, este curso também tem três encontros. O primeiro aconteceu no dia 05 de maio, o segundo no dia 19 e no sábado (26), também será encerrado, juntamente com o curso de Sérgio Bello.
Na primeira etapa, foram trabalhados conceitos básicos, históricos e teóricos; aptidões de um contador de histórias; e a escolha de repertório.

 

Na segunda, os participantes aprenderam técnicas e recursos na contação de histórias individuais e coletivas; expressão corporal e voz. Também participaram de um ensaio para a apresentação de encerramento, que acontece logo após as do aluno de Sérgio.

 

 


Foto: Divulgação

Comentários

Para comentar essa notícia entre com seu e-mail e senha. Caso não tenha cadastro, clique aqui. | Esqueci minha senha >>

  • (*) Campos obrigatórios.

Últimos Comentários