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:: 21/07/2010 | Serra Catarinense

Obras da Usina de Pai Querê podem começar em janeiro de 2011

Obras da Usina de Pai Querê podem começar em janeiro de 2011

Texto:

Capão Alto, 21/07/2010, Assessoria de Imprensa da Acil

 

Um grupo de seis executivos e técnicos do consórcio que deverá construir a Usina Hidrelétrica de Pai Querê teve reunião nesta terça-feira (20), no final da tarde, com membros da diretoria da Associação Empresarial de Lages (Acil) e com outras lideranças de Lages.

 

Foi na sede da entidade, oportunidade em que foram apresentadas ao grupo as últimas notícias envolvendo o empreendimento e seu processo de licenciamento ambiental, em trâmite junto ao Ibama.

 

Segundo informações repassadas na reunião, Pai Querê é uma obra prioritária para o Governo Federal, integrando o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). “Mantido os atuais índices de crescimento de nossa economia, o governo sabe que o Brasil corre um sério risco de apagão energético a partir de 2014. Então, projetos como Pai Querê precisam e devem ser agilizados e acelerados”, explicou um dos executivos presentes à reunião.

 

 

Na reunião, que teve caráter informativo e preparatório às audiências públicas que deverão acontecer no final de agosto nas cidades de Lages, São Joaquim e Bom Jesus (municípios a serem diretamente atingidos com o futuro lago da hidrelétrica), foram repassadas notícias bastante otimistas.

 

 

Uma delas, talvez a mais importante, é que se o Ibama fornecer a Licença Prévia para implantação do empreendimento (LP), o que se espera que possa acontecer até o final de setembro deste ano, as obras poderão iniciar em janeiro de 2011, quando deverá ser concedida a Licença de Implantação (LI).

 

Histórico do empreendimento

 

Os executivos explicaram na reunião que a concessão da UHE foi outorgada pelo Governo Federal ao consórcio (integrado pelas empresas Votorantin, Alcoa e DME) em 2002. Em fevereiro e março de 2003 foram elaborados e aprovados o EIA e o RIMA (Estudos e Relatório de Impacto Ambiental), na época produzidos pela Engevix. Em agosto do mesmo ano aconteceram as audiências públicas. Depois disso, devido a uma série de questões ambientais ocorridas no processo (principalmente envolvendo o projeto Barra Grande), o processo ficou em compasso de espera até 2006, quando o Ibama exigiu estudos ambientais integrados com as demais usinas e projetos de hidrelétricas existentes na Bacia do Rio Pelotas.

 

 

Em 2008, com a necessidade urgente de energia elétrica para o país, o Governo Federal resolveu – e já com os estudos integrados de impactos prontos – dar celeridade ao processo da Usina Pai Querê. Foram exigidos então pelo IBAMA estudos mais abrangentes para complementar o EIA e RIMA de 2003, o que passou a ser feito pelo consórcio até junho deste ano, quando finalmente os novos estudos foram apresentados e aprovados pelo Ibama.

 

Segundo os técnicos, três novas empresas foram contratadas para isso, com trabalhos que demandaram 18 meses de duração, envolvendo diretamente 90 diferentes técnicos e profissionais (das mais variadas áreas do conhecimento), com mais de 30 mil horas de trabalho. Isso tudo resultou num documento de 5.200 páginas e compilado em 12 diferentes volumes.

 

 

Documento de 5.200 páginas e 12 volumes

 

O novo EIA e RIMA, aprovado pelo Ibama, está disponível na prefeitura e na Câmara de Vereadores de Lages, além de outras instituições públicas. “É um documento bastante abrangente, com estudos aprofundados e completos acerca dos impactos diretos e indiretos, fauna, flora e população atingida, aspectos culturais, históricos, geológicos, econômicos, entre outros”, explicou o engenheiro Juliano Natal, da Alcoa. “Nestes estudos, quase todas as questões que envolvem o empreendimento foram respondidas. Não há dúvidas que o empreendimento causará impactos. Mas que serão devidamente compensados e mitigados. E que na síntese serão infinitamente menores do que os benefícios econômicos e de desenvolvimento que vão gerar para a região e municípios atingidos”, explicou o engenheiro José de Anchieta dos Santos, da Votorantim.

 

Números do empreendimento impressionam

 

1) Municípios Atingidos Diretamente: Lages (27 proprietários), São Joaquim (185) e Bom Jesus (53) – Totalizando 265 propriedades.

 

2) Altura da Barragem: 160 metros

 

3) Extensão da Barragem: 520 metros (de uma margem até a outra, na parte de cima)

 

4) Tamanho do lago a ser formado: 61,3 Km2

 

5) Número de empregos diretos no auge das obras físicas: 1.800 trabalhadores (a maior parte seria contratada na região)

 

5) Empregos indiretos: 9 mil (média para esse tipo de empreendimento)

 

6) Capacidade Instalada: 292 Megawatts (o equivalente ao consumo de 800 mil residências)

 

7) Investimento estimado (ainda não oficial): R$ 1 bilhão

 

8) Prazo para execução da obra: 48 meses (janeiro de 2011 até o final de 2014

 

9) Previsão para o início de operação: Março de 2015

 

Fotos: Assessoria de Imprensa da Acil

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