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:: 29/04/2012 | Saúde

Força e fé para vencer a doença

Texto:

Lages, 30/04/2012, Correio Lageano por Francielli Campiolo


 


Há tipos de câncer em que a causa não é conhecida. O diagnóstico precoce aumenta a chance de tratamento e cura. O câncer compreende um conjunto de mais de 100 doenças que têm em comum o crescimento desordenado de células. Elas invadem tecidos e órgãos, podendo espalhar-se para outras regiões do corpo, é quando acontece a metástase.

 


Aos 32 anos, Daiana Paula Gaio Palavicini, está com a doença sob controle. Em dezembro de 2009, descobriu a doença e passou por quimioterapia, radioterapia, radiocirurgia, mastectomia e reconstrução da mama. A descoberta foi quando parou de amamentar o filho, que estava com sete meses. Neste período, ela retornaria ao trabalho, não fosse perceber um nódulo no seio. Não sentia dores, a não ser pelo excesso de leite. A obstetra acreditava que poderia ser uma inflamação, mas recomendou consulta com um mastologista.

 


A primeira dificuldade foi conseguir horário com profissional da área. A consulta demorou mais de trinta dias para ser realizada. Daiana conta ainda que levou tempo para que o médico revelasse o resultado da biópsia: tumor maligno. Quando recebeu a notícia, estava com o marido e tratou o problema como se não fosse com ela. “Mas quando entramos no carro para retornar para casa, foi desesperador. Chorei muito”, conta Daiana.

 


A insegurança durou até a primeira sessão de quimioterapia. Daiana não dispensou os sorrisos e o pensamento positivo. “Depois descobri que câncer não é um bicho de sete cabeças. Tem tratamento e o paciente é responsável por boa parte de sua cura”, ressalta Daiana.

 


A força pode ser mais visível ainda quando ela organizou a festa de um ano do filho. Daiana conta que amadureceu e aprendeu a valorizar o que realmente merece valor. A metástase atingiu o fígado e o cérebro. O tratamento atingiu os cabelos compridos. A cabeça foi raspada três vezes dando lugar a perucas. “É doloroso, mas só no momento mesmo. Tive perucas lindas, acho que até mais bonitas que meu cabelo”, afirma Daiana.

 


Nas conversas em salas de espera, Daiana procura dar força para os outros doentes. Familiares, amigos e a médica oncologista são especiais e depositam confiança para continuar a luta. Depois de um ano e oito meses em licença de saúde e dos tratamentos, em Curitiba, no Paraná, Daiana continua ao lado das pessoas que ama, retornou ao trabalho e à rotina. Hoje, faz acompanhamento a cada 21 dias. “Temos que acreditar que a doença tem tratamento. Também ter muita fé em Deus, independente da religião. Para Ele nada é impossível”, completa Daiana.

 

 

Foto: Arquivo Pessoal


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