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:: 22/04/2012 | Serra Catarinense

Guarujá é o maior bairro de Lages e hoje possui 9 mil habitantes

Guarujá é o maior bairro de Lages e hoje possui 9 mil habitantes

Texto:

Lages, 23/04/2012, Correio Lageano por Silviane Mannich

 

 

 


Durante esta semana o Correio Lageano estará mais próximo dos bairros Guarujá, São Sebastião, Gethal, Dom Daniel, Cristal, Pisani e Tributo, abrangendo cerca de 15 mil habitantes. Uma série de matérias serão publicadas em mais uma fase do CL Comunidade. A primeira etapa do projeto aconteceu em fevereiro, quando os bairros Santa Helena, Copacabana e Ipiranga foram beneficiados.

 

 


O bairro Guarujá é o maior bairro de Lages, cerca de nove mil pessoas vivem lá. Ele está em constante crescimento e atualmente é autossuficiente, pois os moradores podem encontrar praticamente de tudo no bairro. Além de supermercados, farmácias, laboratórios, lojas de vestuário, o bairro possui uma agência bancária, é o único bairro depois do Centro e do Coral a possuir tal benefício.

 

 


Porém nem sempre foi assim, há pelo menos 40 anos, o bairro era pouco desenvolvido, as famílias começaram a vir se estabelecer no bairro que tinha muitos campos e as estradas eram de chão batido. O morador Manuel Moraes, mais conhecido como Nenê Morais, juntamente com sua família foi um dos primeiros moradores do local.

 

 

 

Ele veio com a esposa e seus seis filhos do município de São José do Cerrito, em busca de oportunidade de trabalho e para oferecer melhores possibilidades de estudo aos filhos. “Quando eu vim aqui eram poucos os moradores, o ônibus não passava no bairro e a rua que hoje é a Avenida 31 de Março, dava até para correr carreira. A escola tinha apenas uma sala de madeira e a igreja católica também era bem pequena”, lembra Nenê.

 

 


Moraes conta que seu primeiro emprego na cidade, foi no bairro. Ele trabalhou na Charqueada, que produzia charque, também foi o primeiro negócio iniciado no Guarujá. Ele também se orgulha de ter ajudado a construir o aeroporto de Lages, que foi um de seus empregos.

 

 

 

Depois que Nenê foi morar no Guarujá, ainda vieram mais dois filhos, todos eles estudaram na Escola Estadual Pinto Sombra, que é a terceira maior escola de Lages. “Nós não tínhamos uma escola grande, então eu juntamente com o padre Adriano fizemos o pedido para o Doutor Wilson Floriani, que na época era o responsável. Então ele nós disse para encontrarmos um terreno para construir a escola. Conseguimos junto com a prefeitura uma área verde onde foi construída a escola, que até hoje está no mesmo local, só que bem maior”, explica Moraes.

 

 


Nenê também foi presidente da APP da Escola e também presidente da Associação de Moradores do bairro. Também se candidatou a vereador, mas não teve sucesso na carreira política. Atualmente Nenê Moraes vive no bairro com sua esposa Maria Dilma Moraes, um filho e um neto. Eles são aposentados, mas possuem uma loja de roupas.

 

 

 


Com a Avenida 31 de Março veio o desenvolvimento do bairro

 

 

 

 

Os moradores não sabem ao certo quando a Avenida 31 de Março foi construída, foi asfaltada, mas acreditam que foi há mais de 10 anos, quando o bairro começou a prosperar e muitas pessoas vieram se estabelecer. A 31 de Março corta todo o bairro e nela está localizada a maior parte dos estabelecimentos comerciais do Guarujá. “Hoje temos de tudo no bairro a avenida foi muito importante para o progresso do nosso Guarujá. Hoje vejo a diferença, antes não tínhamos nada e o bairro ainda tem muito o que crescer”, salienta Nenê.

 

 

 

Ele conta que quando era presidente da associação de moradores, fez o pedido ao prefeito da época, Paulo Duarte para que asfaltasse a rua. “Ficamos um dia todo andando pelo bairro e ele achou o meu pedido exagerado, mas disse que tentaria buscar recursos junto ao Governo Federal a fundo perdido. Depois quando o Raimundo Colombo assumiu a prefeitura vimos o sonho virar realidade”, afirma Nenê.

 

 

 


Família Jeremias já tem duas empresas no local

 

 

 

Matilde Jeremias, possuía um pequeno mercado no bairro Gethal e como percebeu que o bairro Guarujá estava crescendo, decidiu aumentar o seu negócio. Ela adquiriu um terreno e começou a construir o que hoje se transformou no supermercado Jeremias, uma referência no bairro. Ela e os cinco filhos sobrevivem com a renda do empreendimento que iniciou há 15 anos. O sucesso sempre esteve ao lado da família que possui clientes até mesmo de outros bairros e de algumas localidades vizinhas de Lages.

 

 

 

A construção de antes era de 100 metros, depois de cinco ampliações está com 450 metros quadrados.  “Estamos muito satisfeitos com o retorno do nosso negócio, e o espaço já está ficando pequeno. Já estamos pensando em mais uma ampliação”, afirma Charles Jeremias.
O negócio deu tão certo no bairro, que a família decidiu ousar um pouco mais e construir uma agropecuária no Guarujá. Já se passaram oito anos que a Agropecuária Jeremias foi inaugurada.

 

 

 

“No bairro não existia um negócio como este, e percebemos que há uma grande quantidade de animais como cães e gatos e também animas de grande porte, já que temos muitas chácaras próximas, então vimos a oportunidade e abrimos outro negócio, que também está indo muito bem”, comenta Jackson Jeremias. A loja está com 220 metros quadrados e os proprietários já pensam em ampliação.

 

 

 


Charles explica que o bairro é bom para os negócios, mas que ainda faltam investimentos em segurança. No início de 2011 o supermercado da família foi assaltado. “Dois homens entraram armados, renderam os funcionários e levaram o dinheiro do caixa. Eles não eram pessoas conhecidas, ninguém se feriu, mas ficamos assustados. Com o crescimento dos negócios do bairro, a segurança precisa ser reforçada para que não tenhamos outros sustos e continuemos investindo no bairro”, salienta Charles.

 

 

 

 

Oportunidade de emprego

 

 

 

O supermercado e a agropecuária, juntos empregam 25 funcionários, todos moradores do bairro, ou de bairros próximos. Um exemplo é o jovem Eliandro da silva de 25 anos, que trabalha como motorista. “Estou a dois anos trabalhando aqui, é bom morar e ter um emprego no mesmo bairro, facilita o deslocamento. Estou muito satisfeito e pretendo continuar trabalhando aqui. Está sendo uma experiência muito boa”, comenta o motorista.

 

 

 

 


Fotos: Silviane Mannrich

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