Serra Catarinense. Segunda-feira, 27 de Junho de 2016
Anuncie Classificados Correio Lageano Festa do Pinhão 2016
Instituto José Paschoal Baggio
Anuncie Essencial Correio Lageano
EM CARTAZ
ÁREA DO ASSINANTE

Área de acesso restrito aos assinantes do Jornal Correio Lageano:



Esqueci minha senha

Central do Assinante Correio Lageano (49) 3251-8200
Correio Lageano

Redação: 49 3221 3344
redacao@correiolageano.com.br

Comercial: 49 3221 3322
comercial@correiolageano.com.br

Participe da Revista Essencial Corrreio Lageano

:: 18/04/2012 | Educação

Testes revelam problemas na escrita

Testes revelam problemas na escrita

Texto:

Lages, 19/04/2012, Correio Lageano

 

 


Pesquisa do Núcleo Brasileiro de Estágios, feita com mais de 6 mil alunos, indica que cerca de 40% dos estudantes são reprovados por apresentarem resultados ruins em testes ortográficos. Curiosamente, estudantes que trabalharão diretamente com texto são os que têm piores resultados.

 

 

 

 

Acadêmicos de cursos de comunicação e informação são reprovados em 43,67% dos casos. No teste elaborado pelo núcleo, metade dos alunos de jornalismo reprovou. O pior resultado, porém, está nos segmentos de artes e design, onde sete em cada dez estudantes não alcançaram índice satisfatório. Com um índice inverso, os estudantes de engenharia são os que ficaram com os melhores resultados.

 

 

Para a professora do curso de Letras da Uniplac, Schirley Braz, os alunos chegam na faculdade com problemas graves de português. “A gente tenta corrigir, mas a universidade não é o lugar para se alfabetizar, existem outros conteúdos”. O problema mais grave está nas parônimas e homônimas. Ou seja, palavras muito parecidas, ou com a mesma grafia e significados diferentes.

 

 

 

Exemplos são aspirar (pode significar ‘querer’ ou ‘absorver’) e sessão/seção (a primeira significa ‘período de uma reunião’ e a segunda ‘parte ou divisão’). Outra situação em que muitas pessoas pecam na escrita é quando usam palavras que não estão no cotidiano. “Este tipo de dificuldade só é resolvido com a leitura”, explica Schirley. Quem não possuir um bom português pode ter problemas na vida profissional. Essa é a opinião da professora Schirley Braz. “Quem escreve bem detém um poder que tem valor no mercado”.

 

 

 


Schirley explica que a falta de aulas de português no currículo das universidades também é um problema. Isso só é corrigido com o empenho do próprio aluno, que precisa ler e escrever bastante para diminuir as deficiências.

 

 

 

 


Problema está no ensino básico

 

 

 

 

Nas séries iniciais, a criança já tem aulas de português. Separar sílabas a aprender o plural é o começo de uma jornada gramatical que se repete todo ano até a pessoa se formar. Porém doze anos estudando gramática não são o suficiente. “Existem muitos professores, principalmente da 1ª até a 5ª série que não dominam coisas básicas do português”, diz a professora Schirley Braz. Tal cenário faz que com o mau-exemplo se perpetue.

 

 

 


A má alfabetização não é culpa somente dos professores. Para Schirley os estudantes chegam na universidade lendo muito pouco. Segundo o Instituto Pró-Livro, o brasileiro lê, em média, quatro livros por ano. Na França, por exemplo, são sete. A internet, acusada muitas vezes de ser inimiga da ortografia não é considerada por Schirley como algo ruim para o aluno.

 

 

 

“Se o professor trabalhar que este tipo de linguagem é só para o mundo virtual, tudo bem; mas se ele permite isso dentro de aula, acaba tornando normal, e causa um problema”. Para resolver o problema, Schirley ressalta que é necessário melhorar a formação dos professores. “É algo estrutural”, avalia.

 

 

 

 


Foto: Suelen Grimes

    Assine o CL Online

    Comentários

    Para comentar esta notícia entre com seu e-mail e senha de assinante. Caso não seja assinante, clique aqui. | Esqueci minha senha >>

    • (*) Campos obrigatórios.

    Últimos Comentários