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:: 08/04/2012 | Brasil

Aprovada lei que permite funcionário faltar ao trabalho

Texto:

Lages, 09/04/2012, Correio Lageano por Susana Küster


 


A Comissão de Assuntos Sociais do Senado aprovou o projeto que permite ao funcionário perder até oito horas mensais de trabalho para a realização de provas em estabelecimentos educacionais. A proposta também prevê a dispensa para concursos públicos. Aprovada em caráter terminativo, a proposta segue para análise dos deputados. Se não sofrer alterações, passa para a sanção presidencial.

 


O projeto é de autoria do senador Cícero Lucena (PSDB), para quem as oito horas a cada 30 dias (não cumuláveis), não trariam danos à rotina das organizações. Ele defende que o trabalhador/acadêmico terá um rendimento melhor no futuro.

 


Para o presidente da Comissão de Educação Básica do Conselho Estadual de Educação de Santa Catarina, Gilberto Sá, a lei é bem-vinda pois está se criando um incentivo para as pessoas estudarem. “Ganham as empresas, pois terão cada vez mais pessoas escolarizadas e preparadas para o exercício da profissão. São oportunidades para todos, igualdade nas condições. Certamente os professores também terão outro comportamento quando estiverem avaliando os alunos, pois o nível da avaliação pode melhorar”, afirma.

 


Sá comenta que no Ensino Superior somente 15% dos jovens em idade de 18 a 24 anos estão matriculados e a meta até 2022 é chegar a 30%. “Entretanto, devemos ter preocupação com a qualidade. Medida como esta também irá fazer com que as instituições de Ensino Superior possam revisar suas avaliações, no sentido de serem mais exigente nos processos de avaliação da aprendizagem. Estaremos diminuindo a evasão no Ensino Superior, pois temos alguns alunos que desistem por não poderem acompanhar com qualidade os estudos”, ressalta.

 


Sá diz que todas as empresas deveriam ter como estratégia, programas de incentivo aos seus funcionários para ampliar a escolaridade.

 


Para o vice-presidente da Federação Nacional das Empresas de Serviços Contábeis e das Empresas de Assessoramento, Perícias, Informações e Pesquisas (Fenacon), da região Sul, Luiz Antonio Martello, a lei só encarece a mão de obra brasileira. “Torna nosso país menos competitivo, quando o empresário vai contratar pensará duas vezes se o funcionário estuda. Afinal alguém vai ter que fazer o serviço dele, quando se ausentar e isso tem um custo para a empresa”.

 


Ele afirma, ainda, que os políticos deveriam se preocupar em modernizar a legislação trabalhista, e parar de criar leis que onerem ainda mais os custos com o trabalhador.

 

 

Foto: Susana Küster


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