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:: 21/03/2012 | Polícia

Comunidade tem medo de policial aposentado

Comunidade tem medo de policial aposentado

Texto:

Lages, 22/03/2012, Correio Lageano

 

 

 


Um grupo de pessoas acusa um policial aposentado de tentar colocar fogo na casa de Humberto da Silva, no bairro Cruz de Malta. Os moradores estão com medo do homem que anda armado pelo bairro e toma atitudes que assustam todos que o conhecem. A vítima ressalta que vem sendo ameaçada pelo policial aposentado desde que comprou o terreno no bairro Cruz de Malta, há cinco meses. Até o momento foram feitos três boletins de ocorrência contra o militar.

 


O incêndio começou na terça (20), pouco antes das 11h. O morador Fábio de Souza viu o aposentado colocando fogo em um terreno com vários eucaliptos, ao lado da casa de Humberto. A família Souza chamou os bombeiros e o incêndio foi controlado. Segundo a família, a situação com Vidal é antiga, e todos os vizinhos têm problemas com ele.

 

 

Apesar de alertas para evitar o contato com policial, a reportagem do Correio Lageano tentou falar com ele, mas não encontrou ninguém em casa. Um dos moradores, que preferiu não se identificar, disse que “ele se acha o dono de tudo”. A família Souza explica que o militar corta cercas e ocupa terrenos que não são dele. “Ele toca gado no meio da rua e deixa cachorros bravos soltos”, diz o universitário Adriano de Souza.

 


Uma das ameaças relatadas por Humberto é mórbida. O acusado colocou uma cruz no terreno em frente ao que foi incendiado.  Fábio de Souza alega que o militar porta armas e foi aposentado devido a problemas mentais. “Se ele tem uma doença, o Estado tem que dar assistência e tirar ele de circulação”, ressalta.

 


Outro vizinho que prefere não se identificar vai mais longe. “Ele só é louco para ele, porque louco não trabalha criando gado e fazendo o que ele faz”. Humberto conta que, em um dos episódios, Vidal pegou o arame e os palanques que estavam embaixo de sua casa e cercou o terreno. O morador diz que estava esperando a prefeitura medir o terreno para cercar.

 


Além disso, foi tirada a cerca na frente do terreno para melhorar o acesso para a filha de Humberto, que é deficiente. Ele ainda não se mudou para a casa (que foi doada pela prefeitura) por conta das ameaças.  Para Fábio de Souza os vizinhos não querem o mal do policial, mas pedem um pouco de sossego. “Não me importo se ele não cumprimenta, só quero um pouco de paz”, desabafa.

 


PM pede para comunidade denunciar

 

 

Na Polícia Militar, o capitão Guilherme Ricardo Bez orienta a comunidade ir até a sede do batalhão da PM, que fica no bairro São Cristovão, ao lado do Corpo de Bombeiros, denunciar o caso na corregedoria. “Pode ser de forma anônima, não precisa ter medo de vir na polícia”, comenta.

 


O capitão diz que todo policial tem porte de arma e pode andar armado, mesmo aposentado. Ele informou que o policial citado está na reserva, mas não falou se ele se aposentou por tempo de serviço ou motivo de saúde. “Não temos conhecimento de boletins de ocorrência registrados sobre o caso”.


 

Foto: Susana Küster

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