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:: 07/03/2012 | Serra Catarinense

Mulheres que empreendem em Lages

Mulheres que empreendem em Lages

Texto:

Lages, 8/03/2012, Correio Lageano por Francielli Campiolo

 

 

Há 40 anos as mulheres saíram para trabalhar fora de casa. A cada ano que passa, os cargos de chefia são mais ocupados por elas. O sonho de ter uma carreira profissional também faz parte dos planos competindo com a vontade de ser mãe e cuidar do lar. As empreendedoras revelam que as mulheres têm maior capacidade de percepção e equilíbrio para tomar decisões.

 

 

A pesquisa Global Entrepreneurship Monitor (GEM) divulgada em 2011 mostra que, no Brasil, dos 21,1 milhões de pessoas à frente de negócios em estágio inicial ou com menos de 42 meses de existência, 50,7% são homens e 49,3%, mulheres. A mulher brasileira continua sendo uma das que mais empreendem no mundo.

 

 

Já a pesquisa do Instituto Endeavor em 2011, revela que empresas inovadoras e de alto crescimento lideradas por mulheres têm mais facilidade em atrair e reter talentos.  A psicóloga Caroline Scain observa que cresce o número de mulheres nos postos de direção. Os trabalhos operacionais e braçais ainda são mais desempenhados por homens. Há um perfil técnico e comportamental de quem ocupa a chefia. São mulheres que ousam, correm atrás, mantêm o foco e conseguem atingir objetivos até mais rápido que os homens.

 

 

“Num primeiro momento, elas optam por não subir de cargo pela dedicação à família que é próprio da mulher”, diz a psicóloga.

 

 

Isabel Baggio, Cristina Cesa, Nelissa Gevaerd Branco e Jane Rovaris são exemploes de mulheres que empreendem em Lages. Elas escolheram priorizar a vida profissional e estão à frente de empresas.

 

 

Nelissa Gevaerd Branco é diretora administrativa da Plongez Núcleo de Informática. “A gente vê várias gerências femininas, mas ainda é um mundo masculino”, diz.

 

 

Ela conta que as mulheres realizam multitarefas, já os homens são focados em apenas uma. A tomada de decisão e as ações dependem do consenso coletivo. “As mulheres não são impositivas, conseguem convencer e cobrar”, diz Branco.

 

 

No setor de programação, há 90% de homens. No testing e vendas o predomínio é de mulheres. No suporte o espaço é equilibrado. “A mulher consegue maior empatia com o cliente, tem mais atenção aos detalhes e é mais dócil”, ressalta Branco.

 

 

Centro Educacional Aprender Brincando

 

 

Jane Rovaris dirige a escola desde 1997. Desde quando concluiu o curso de Pedagogia, teve como meta oferecer um ensino onde o planejamento, a execução e a avaliação fossem inovadores. “Nós defendemos a filosofia sociointeracionista, uma das metas é estar sempre avaliando as ações e a maneira de ser”, explica.

 

 

Antes, a escola funcionava com Educação Infantil e hoje abrange o Ensino Fundamental também. Jane conta que quando se pensa em ser proprietária de uma escola, deve se ter isso bem claro. “Quem está na gerência precisa dar condições para as outras pessoas crescerem também”, ressalta.

 

 

A dificuldade não está em ser mulher, mas em chegar com uma proposta nova em um município onde já havia um contexto educacional. Questinada se teria argumentos para mostrar o seu trabalho, ela afirma que as mulheres são mais minuciosas, têm capacidade de conversar e entender.

 

 

Por isso, acaba tendo sucesso. “Continuamos sendo mãe, esposa e dona de casa. Nosso papel é amplo. Quem tem oportunidade vai em frente e cresce”, ressalta. Ela não esconde que não tem o perfil de dona de casa e o que a tira da vida profissional é somente a família. “Optei por ser mãe, mas não dona de casa”, completa Jane.

 


À frente do Instituto Cultural

 

 

Cristina Cesa acredita que nunca quis ser subordinada a ninguém. Há 18 anos abriu a escola de línguas em Lages. No início, trabalhava sozinha durante muitas horas e também nos finais de semana. “Fui criando o sonho, não foi fácil”, diz.

 

 

Ela confessa que exagerou na dedicação ao trabalho deixando a família e a casa em segundo plano. Isso gerou a independência dos filhos, mas se tivesse que começar de novo, teria medido mais o tempo e segurado o desejo de atender as pessoas que chegavam à escola.
O equilíbrio entre a vida pessoal, familiar e profissional são pontos que as pessoas estão em busca. “Nós somos passíveis de adoecer pela busca desenfreada da riqueza isso está sendo repensado”, afirma.

 

 

O relacionamento com homens empresários depende da situação. Cristina diz que quando está competindo com o mesmo cargo, é provável que a mulher será tratada com ceticismo e preconceito.

 

 

Mas quando a relação é de parceria e trabalho em grupo, a mulher passa a ser valorizada. Eles percebem que a mulher tem ideias e soluções equilibradas. Ela afirma que é considerável o número de mulheres à frente de empresas em Lages. “Está numa medida boa, todas são dedicadas, cheias de iniciativa”, ressalta.

 

 

Dedicação, acreditar em si mesma, não ter medo, prudência e não se prender a culpas são características que permitem à mulher ocupar cargos de chefia.

 


Representatividade nos negócios

 

 

Presidente do Banco da Família, do Sindicato das Empresas de Jornais e Revistas e diretora do Correio Lageano, Isabel entrou nos negócios aos 18 anos.

 

 

Para ela, a participação das mulheres na alta administração das empresas ainda é tímida devido ao próprio interesse delas em se dedicar menos ao trabalho do que à vida familiar. Ainda há preconceitos , mesmo que sutis. “Minha prioridade é o trabalho. A mulher tem capacidade de fazer várias coisas ao mesmo tempo, mas é preciso muita disciplina e foco”, diz.

 

 

É necessário adotar características como disciplina, ser direta nas ações e utilizar redes de contatos. Já as características femininas que contribuem para uma boa gestão são a visão de conjunto e percepção das emoções. Isabel Baggio foi a única mulher a presidir a Associação Comercial e Industrial de Lages (Acil), entre 1995 e 1999. O primeiro desafio foi trabalhar na empresa liderada pelo pai como auxiliar administrativo. “Quando as mulheres empreendem, elas são bem sucedidas”, ressalta.

 


Fotos: Francielli Campiolo

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