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:: 07/03/2012 | Política

Mulheres: Política feita com saia e salto alto

Mulheres: Política feita com saia e salto alto

Texto:

Lages, 8/03/2012, Correio Lageano por Thomas Michel

 

 

Faz exatamente 80 anos e 12 dias que a mulher conquistou o direito ao voto. Hoje elas representam quase 52% do eleitorado brasileiro, mas sua presença na política ainda é baixa. Menos de 9% dos deputados federais são mulheres. São 10 senadoras e apenas uma governadora. Apesar disso, após 222 anos de república, o país elegeu a primeira chefe de estado mulher: Dilma Rousseff.

 

 

Ela começou o mandato com uma discussão: presidente ou presidenta? Ela exige ser chamada de presidenta, e empossou o maior grupo de ministras da história. São 10 mulheres no primeiro escalão do Governo Federal, entre elas uma catarinense, Ideli Salvatti (PT).
Ela já fez história quando foi a primeira mulher a ser eleita senadora no estado de Santa Catarina.

 

 

No governo estadual, a participação das mulheres em cargos do primeiro escalão é reduzida apenas a Ada de Luca, secretária de Justiça e Cidadania. Dentre as 36 Secretarias de Desenvolvimento Regional, apenas duas são comandadas por mulheres: São Joaquim e Brusque. Na cidade serrana, a secretária é Solange Pagani. Para ela, a reduzida participação feminina na política se deve a dois fatores. “Muitas não querem participar, e algumas que querem e não têm oportunidades dentro de seus partidos”.

 

 

São Joaquim, aliás, é uma das duas cidades da região da Amures que possuem prefeitas mulheres. Marlene Kayser assumiu a prefeitura após a cassação de Nérito de Souza.
Outra prefeita é Marta Góss, de Bocaina do Sul, eleita em 2008. Somente ela e mais 14 mulheres foram eleitas para chefiarem os governos municipais em Santa Catarina.

 

 

Isso ocorre, na opinião de Solange, porque os partidos não dão a estrutura necessária para as mulheres se elegerem. Este pensamento é compartilhado com a deputada federal Carmen Zanotto (PPS), que acredita que somente as cotas eleitorais não são suficientes.

 

 

Segundo a lei eleitoral, 30% dos candidatos de um partido precisam ser mulheres. Por outro lado, elas não recebem o apoio financeiro e institucional para concorrer de igual para igual com os homens. “As mulheres colocam a casa e a família em primeiro lugar antes de gastar dinheiro com campanha”, explica Carmen.

 

 

Para ela, as mulheres são levadas para as eleições, e não para a disputa. “Existe um projeto de lei que aumenta a cota de participação das mulheres para 50%”, diz Carmen. A bancada feminina na Câmara dos Deputados é composta de 47 legisladoras. Carmen explica que, apesar de pequena, o grupo é bem atuante. “É algo que independe de partido”.

 

 

Diferenças entre gêneros ainda é abismal

 

 

Dentro do congresso, Carmen Zanotto explica que existe preconceito, justamente por ser um ambiente predominantemente masculino. Para acabar com as diferenças, as mulheres devem conquistar espaços dentro da sociedade.

 

 

Na opinião da deputada, a participação no movimento estudantil, bem como a liderança comunitária é algo que dá respeito para as mulheres ingressarem com força na política partidária. “São apenas 80 anos desde que conquistamos o voto, mas já conseguimos grandes avanços na independência dos gêneros”.

 

 

Carmen opina que a principal forma de aumentar a representação feminina passa pelo trabalho das mulheres. Os homens também devem colaborar, e, para a deputada, ainda vai ser necessário durante muito tempo políticas afirmativas até que se chegue a igualdade de gêneros na política.

 


Mais que presidenta, um símbolo

 

 

A eleição de Dilma Rousseff para a presidência do Brasil criou para a política um fato novo. A deputada federal Carmen Zanotto explica que a simbologia de ter uma presidente (ou uma ‘presidenta’, como Dilma pede para ser chamada) mulher é algo forte.

 

 

Dilma, é exceção no panorama mundial. De todos os países, apenas 14 mulheres ocupam cargos de chefe de estado. A primeira pessoa que chegou em tal cargo foi Izabelita Perón, esposa de Juan Domingo Perón. O marido faleceu durante o mandato, e ela, na condição de vice- presidente da Argentina, assumiu o posto, sendo a primeira presidente da história.

 


Foto: ABR/Divulgação

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