:: 12/11/2011 | Polícia
Policiais civis de Lages param por 11 minutos
Lages, 12 e 13/11/2011, Correio Lageano
Os policiais civis de Lages cruzaram os braços por 11 minutos às 11h de ontem. O ato é para chamar a atenção do governo, que deve apresentar uma proposta de melhoria salarial até o dia 16, segundo a delegada sindical regional, Marli Petry. “Já estão marcadas outras manifestações nos dias 16, 17 e 18”.
Ela diz que os policiais civis estão há 13 anos sem reajuste salarial. Hoje um agente, em início de carreira ganha R$ 781,82. “Um auxílio reclusão, para famílias de presos é maior que o salário de um policial civil”, diz. Hoje este benefício está em R$ 862,60.
Outra reivindicação é o aumento do efetivo, que, em 1986 era de 3.300 policiais civis e hoje está em 3.180. “As cidades cresceram, a criminalidade também e nosso efetivo reduziu”, diz o delegado Marcio Schütz. Segundo Marli, todo ano existem concursos para a Polícia Civil, mas isso não é suficiente. “O salário é tão baixo que o pessoal faz concursos para outras vagas em que se ganhe mais”, diz a delegada sindical.
Segundo ele, para complementar a renda os policiais fazem hora extra, que correspondem a um terço dos vencimentos. “Isso sem falar que, quando se faz mais de 40 horas extras, só é pago 40”, diz.
“Nós queremos que o governo aumente os salários e não fique com essa política de abonos e benefícios, porque isso não vai para a aposentadoria do policial”, diz Schütz.
Caso o compromisso do governo não seja honrado, os policiais civis prometem boicotar a operação veraneio. “Geralmente nós vamos até o litoral para trabalhar lá, já que a população aumenta bastante, mas se não houver resposta, os policiais do interior não vão se voluntariar”, diz Schütz.
O delegado ainda afirma que é preciso melhorar a infraestrutura e os equipamentos para o trabalho dos policiais, como coletes, armas, etc.
A Câmara de Vereadores fez uma moção de apoio aos policiais Civis, sendo que todos se posicionaram a favor do aumento de salário. Elói Bassin (PP) declarou que a defasagem salarial é de mais de 100%. A bancada do PSD, mesmo partido do governador, disse que está disponível para possíveis negociações com o estado.
Foto: Thomas Michel
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