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:: 01/09/2011 | Saúde

Emergência do Hospital Nossa Senhora dos Prazeres funciona até o dia 30

Emergência do Hospital Nossa Senhora dos Prazeres funciona até o dia 30

Texto:

Lages, 2/09/2011, Correio Lageano por Susana Küster

 

 

Não é novidade que o serviço de emergência do Hospital Nossa Senhora dos Prazeres só funciona com medidas paliativas. Os médicos exigem mais estrutura e pagamento da hora de plantão e da hora sobreaviso. O hospital alega falta de condições financeiras para manter o funcionamento sem recursos do Governo do Estado e da Prefeitura de Lages, e por várias vezes o serviço, que atende toda a Serra Catarinense já foi paralisado.

 

 

Até dia 30 deste mês o serviço funciona normalmente, mas depois dessa data pode fechar caso as secretarias municipal e estadual da saúde não definam as condições de funcionamento da emergência e do sobreaviso do hospital.

 

 

O presidente regional do Sindicato dos Médicos do Estado de Santa Catarina (Simesc), Fernando Pagliosa, afirma que depois da última paralisação do serviço que ocorreu em maio, ficou definido que a greve acabaria se dentro de 120 dias os gestores estadual e municipal da saúde, achassem uma solução a médio ou longo prazo para o serviço continuar.

 

 

“Faltam 29 dias para o prazo acabar e até agora nada foi dito, pelo menos oficialmente. Se o prazo acabar e nada for comunicado, vamos nos reunir com os médicos para decidir o que faremos”, explica.

 

 

Ele destaca que pode ser que a categoria decida pela paralisação da emergência novamente. “Abrimos mão de algumas reivindicações, em função do compromisso que os secretários municipal e estadual de saúde, fizeram. Não queremos que a todo momento o serviço pare, deixe a população sem atendimento e os médicos sem pagamento do que é de direito deles”, completa.

 

 

Pagliosa lembra que há dois anos, os médicos não pedem reajuste da hora de plantão e de sobreaviso. “Pedimos R$ 80,00 pela hora plantão e um terço deste valor, pela hora de sobreaviso. Não estamos pedindo aumento”, diz o médico.

 

 

Atualmente, a emergência funciona com cinco especialidades: clínico geral, cirurgião geral, cirurgião vascular, anestesiologista e ortopedista. Os médicos querem manter essas especialidades e aumentar outras para o sobreaviso. “Queremos tranquilidade para trabalhar e a população quer um bom atendimento. Não dá mais para a cada seis meses, o serviço ter que parar para medidas serem tomadas”, lamenta.

 

 

Ele ressalta que o primeiro responsável em manter o serviço é o município e que se ele alega que não tem como manter, deve então resolver a questão. “O Estado deve achar uma solução para este problema que já virou uma constante do hospital”, diz.

 

 

Pagliosa lembra que no dia 23 de setembro, haverá uma audiência na justiça do trabalho contra o hospital. “Movemos uma ação contra o hospital, para garantir o pagamento do sobreaviso juridicamente. Na primeira audiência, o hospital garantiu que paga se tiver ajuda do Estado e município. Agora na segunda audiência, foram convocados o governador e prefeito para que seja exposta uma solução. Até lá esperamos que já tenha”, finaliza.

 

 

O diretor administrativo do hospital, Canísio Winkelmann, afirma que o serviço só continua se o Estado e município repassarem recursos, pois o hospital não tem como manter a emergência somente com recursos próprios.

 

 

O secretário municipal de saúde, Juliano Polese, não foi encontrado para falar sobre o assunto, mas através de assessoria informou que só pode atender na segunda-feira, pois está resolvendo problemas pessoais. O secretário estadual da saúde, Dalmo Claro de Oliveira, estava viajando e não foi encontrado.

 


Foto: Susana Küster

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