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:: 11/10/2017 | Saúde

Outubro Rosa: O caminho em busca da cura

Outubro Rosa: O caminho em busca da cura

Texto:

Lages, 12 e 13/10/2017, Correio Lageano, por Camila Paes

 

 

Unacon oferece os tratamentos gratuitamente

 

Salas lotadas, filas para ocupar as poltronas, filas de espera, corredores cheios de pacientes e acompanhantes. Essa é a realidade diária da Unidade de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (Unacon), no Hospital Tereza Ramos, em Lages. O fluxo é grande, já que o órgão oferece serviço para uma população de quase um milhão de pessoas.

 


Além da Serra Catarinense, pacientes do Alto Vale e Meio-Oeste. Diariamente, mais de trinta pessoas passam pela sala de quimioterapia. Nas poltronas, não há distinção, todos os pacientes são tratados igualmente, não interessando sua origem. Alguns ficam até oito horas recebendo o medicamento por via intravenosa.

 


Rosemari Teske, 37, é uma das pacientes que chega logo cedo com o transporte municipal para receber o tratamento. Na última quarta-feira (11), ela passou pela segunda sessão de quimioterapia, após começar o combate ao câncer de mama. Há um ano, a moradora do município de Aurora (na região do Alto Vale) descobriu um nódulo no seio, após um autoexame.

 

 

O primeiro médico descartou a possibilidade de câncer, mas, um ano depois, recebeu o diagnóstico positivo. Antes de passar pela cirurgia de retirada da mama, Rosemari passará pela quimio. Ela faz um bate-volta e, logo após o fim do procedimento, retorna a sua cidade com transporte municipal. Essa situação é muito comum, já que grande parte dos pacientes não é de lageanos.

 

 

 Unidade de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia 

O gerente técnico da Unacon e oncologista clínico Marcelo Ceron explica que, a partir do diagnóstico, os pacientes têm acesso a todo tratamento via Sistema Único de Saúde (SUS). O laudo que mostrará se há ou não tumores malignos no paciente é feito nas Unidades Básicas de Saúde de cada município. Com esse documento em mãos, é realizado o encaminhamento para Lages, onde são realizadas as consultas e definido o tratamento para cada caso, especificamente.

 


No câncer de mama, Marcelo relata que o médico pode optar pela cirurgia e, em seguida, pelo tratamento com quimioterapia e radioterapia. Ou pelo processo inverso. Isso depende de cada situação. No último ano, 1.784 mulheres foram diagnosticadas com a doença. De janeiro até o dia 10 de outubro deste ano, já foram registrados 1.509 atendimentos na Unacon.

 


A lageana Jeane Zappelini, 57 anos, descobriu o tumor no ano passado, durante as campanhas do Outubro Rosa. Em fevereiro, ela passou pela cirurgia e, logo em seguida, começou a quimioterapia. Já Dornalda Florêncio, 46 anos, de Presidente Getúlio (Alto Vale), está passando pelas sessões de quimio e depois passará pela cirurgia de retirada da mama.

 


O exame de mamografia, recomendado para mulheres acima de 40 anos, é a melhor forma de detectar o tumor, de acordo com Marcelo. Em Lages, os exames podem ser agendados nas Unidades Básicas de Saúde ou no Centro de Estudos e Assistência à Saúde da Mulher, em Lages (Ceasm). Os autoexames também são importantes, mas, segundo Marcelo, devem ser complementados com exames convencionais. Esses dois procedimentos são importantes para o diagnóstico precoce da doença, que caso seja descoberta em seus estágios inicias, tem até 90% de chance de cura. O médico explica que, recentemente, houve um aumento da descoberta dos casos logo no início e isso é um saldo positivo.

 


A maior incidência é em mulheres acima dos 40 anos, porque, segundo Marcelo, nesse período o corpo feminino está mais exposto às mudanças hormonais. Há a questão hereditária, que também pode provocar a incidência do câncer de mama. Entretanto, a maior parte dos casos é esporádico. Homens também podem desenvolver tumor nos seios, mas isso é mais comum em idosos.

 


Marcelo ressalta que é preciso ficar atendo aos sinais, os sintomas mais comuns são o aparecimento de caroços, sangramentos e mudanças na pele. Os fatores de risco que aumentam as chances são a obesidade, o sedentarismo e o consumo excessivo de álcool.

 

 

Fotos: Camila Paes

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      Marcelo Ceron, médico oncologista
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