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:: 10/09/2017 | Mundo

Serranos que vivem na Flórida enfrentam o furacão

Serranos que vivem na Flórida enfrentam o furacão

Texto:

Lages, 11/09/2017, Correio Lageano, por Cláudia Pavão

 

A expectativa pela chegada do furacão mudou na vida de quem mora nas áreas atingidas e provocou medo

 

Leia Heinzen, 40 anos, nascida em Urubici, mora na Flórida há 18 anos, onde trabalha para uma multinacional. Atualmente, vive na cidade de Pembroke Pines, que fica entre Miami e Fort Lauderdale. Com ela, estão o marido e uma filha de 5 anos.

 


Ela é uma dos milhares de brasileiros que vivem nos Estados Unidos e que, nos últimos dias, têm se preocupado com a chegada do furacão Irma que começou a castigar o Sul da Flórida na manhã deste domingo (10), com ventos de 215km/h, segundo o Centro Nacional de Furacões (NHC) dos EUA. 

 


Apesar dos pedidos para que as pessoas deixassem a região, muitas não conseguiram sair ou preferiram ficar em casa, como é o caso de Leia. Ela afirma que estão seguros e o apoio recebido pelo governo e de muitas outras formas, tem sido muito importante para a população passar por essa tempestade. “A sensação de solidariedade foi algo que nunca vivi na vida! É o país mais organizado e preparado do mundo”, disse. “Já peguei muitos furacões aqui , mas este está sendo o pior porque tem muitos alertas de tornados.”

 


Leia e a família permaneceram em casa por morarem em um local que não havia risco de alagamentos. “Aqui em casa temos até luz”, comemora.

 


À espera da tempestade_ A lageana Bruna de Melo Alexandre também decidiu não deixar Miami, cidade onde vive há três ano. Com ela estão o marido Jhone Kristoffer, uma filha, a avó do marido, a sogra e o sogro. Apesar de as autoridades pedirem para as famílias  deixarem a cidade, eles decidiram pemanecer no 39º andar do edifício onde moram. “Minha sogra preferiu ficar. Daí, decidimos não sair daqui. Estamos em um prédio bem seguro.”

 


Para esperar a passagem do furacão, até que possam sair de casa, novamente, a família se preveniu comprando muita água, comida não perecível, gasolina, lanternas, pilhas. “Preparamos a casa retirando eletrônicos de perto das janelas e, se fosse necessário, ficaríamos no corredor ou nas escadas de emergência esperando passar a tempestade,” explicou Jhone, marido de Bruna.

 

 

Ordem de retirada

Em Miami, uma das cidades dos Estados Unidos onde moram milhares de brasileiros, a ordem era deixar a cidade e foi o que a estudante Maria Vitória Baggio16 anos, fez. Filha de brasileira, mas nascida na Califórnia, ela mora em Miami há sete anos e contou ao CL que nos dias que antecederam a chegada do Irma, houve medo e pânico entre as pessoas que não sabiam, ao certo, o que fazer. “Moro com a minha melhor amiga, aqui. A mãe dela estuda o clima e estava apavorada. No início, achei que era exagero, mas depois, começou a faltar comida, água… as pessoas começaram a sair da cidade.”

 


Maria Vitória foi, então para Tampa. Cidade que fica a três 3h30 de Miami, mas a viagem levou 8 horas. “Os postos não tinham mais gasolina. No caminho para Tampa, o combustível custava o dobro do preço e havia uma fila enorme.

 


Após uma noite em Tampa, Vitória teve de sair da cidade, novamente. Desta vez, o destino foi Georgia, em Atlanta. Ela conta que a viagem, que normalmente levaria de quatro a cinco horas, levou 14 horas. “Agora estamos bem. Se Deus quiser, tudo vai voltar ao normal, rapidamente.”

 


Orlando_ Outro serrano que mora em Miami é Fabrício Martorano, 52 anos. Nascido em São Joaquim, está na Flórida há 19 anos e é o general manager de um nightclub.
Ele também teve de deixar a cidade. “Sai de Miami na sexta-feira e fui para Tampa. O furacão mudou o rumo para o oeste e tivemos que sair de Tampa. Agora, estamos em Orlando. O Irma deve chegar aqui hoje [domingo] por volta das 23h. Temos que ficar dentro de casa, longe de janelas e esperar que passe. Estou bem. Alugamos uma casa em Orlando (eu e 3 outros amigos, 4 cachorros e 1 gato).”

 

 

Destruição no Caribe antes de chegar a Miami e ser rebaixado à categoria 3

Com ventos de 210 km/h, o furacão Irma deixou mais de 2 milhões de pessoas sem energia elétrica na Flórida (Estados Unidos), ontem, ao avançar na direção da Costa do Golfo, ameaçando provocar inundações potencialmente catastróficas.
Em Miami, os ventos derrubaram guindastes, árvores e placas e abalaram prédios na cidade, que fica a cerca de 160 quilômetros do núcleo do Irma. Na região central, as ruas estavam inundadas. 

 


Categoria 3_ No início da tarde, o Irma perdeu um pouco de força, caindo da categoria 4 para a 3, com ventos de 195 km/h, após deixar o arquipélago de Keys, no sul da Flórida, informou o NHC (sigla em inglês para Centro Nacional de Furacões). 
Segundo o NHC, o olho do furacão Irma tocou a terra na tarde deste domingo em Marco Island, cidade turística na costa sudoeste da Flórida, depois de provocar destruição no México e no Caribe.

 

 

Como se formam os furacões?

Furacões, tornados e tufões são os sistemas meteorológicos mais destruidores da atmosfera terrestre. Os ventos fortíssimos e a chuva torrencial dos furacões e dos tufões podem influenciar uma região por vários dias, causando grande destruição material e perdas de vida.

 


Furacões e tufões são fenômenos iguais, surgem da mesma forma. Os dois nascem em regiões oceânicas onde a água do mar está com temperatura acima de 27°C. Os furacões e os tufões são mais previsíveis e monitoráveis do que os tornados porque demoram alguns dias para se formar.

 

O tempo de formação, atuação e dissipação de um tornado é de menos de meia hora. Já os furacões e tufões, antes de se tornarem efetivamente um furacão ou um tufão, durante o seu processo de formação e deslocamento, podem ser acompanhados por imagens de satélite. Entre o nascimento e a dissipação de um furacão ou um tufão temos vários dias.

 


Tufões e furacões são grandes áreas de nuvens carregadas que só podem ser observados através das imagens de satélite. Não podemos ver um furacão ou um tufão da nossa frente, como o funil de um tornado, mas sentimos a ventania e a chuva intensa.

 

 

Fotos: Divulgação/Reprodução

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