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:: 16/07/2017 | Economia

Evento atrai mais lageanos e menos turistas

Evento atrai mais lageanos e menos turistas

Texto:

Lages, 17/07/2017, Correio Lageano, por Adecir Morais

 

O CL teve acesso, em primeira mão, a levantamento feito pela Fecomércio

 

O interesse do lageano aumentou em relação à Festa do Pinhão, em Lages. É o que mostra uma pesquisa da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Santa Catarina (Fecomércio-SC). A coleta de dados ocorreu entre os dias 9 e 22 de junho. Foram abordadas 408 pessoas nas catacras de entrada do Parque de Exposições Conta Dinheiro. O grau de confiabilidade da pesquisa é de 95% e a margem de erro é de 5,0%.

 


 O levantamento, que o CL teve acesso em primeira mão, mostra que a quantidade de moradores de Lages na festa subiu de 41% (2016), para 55,9% este ano. Também aumentou de 3,7% para 6,4% o número de visitantes dos demais municípios da Serra. O mesmo levantamento indica uma queda do número de turistas, de 55,3% para 37,7%.

 


 Percebe-se que a frequência de turistas aumentou conforme a proximidade do último final de semana da festa. No último sábado do evento, 76% do público era de fora da região. Enquanto isso, na primeira semana, o maior movimento foi de visitantes locais.

 


Ainda quanto ao público, aumentou de 35,3% (2016) para 49,3% a participação de pessoas entre 18 e 25 anos. Por outro lado, caiu de 28,3% para 20,3%, e de 23,3% para 17,4%, o público entre 26 a 30 anos e de 31 a 40 anos, respectivamente.
Na divisão por sexo, houve equilíbrio entre homens e mulheres, com 50% de cada sexo (no ano passado, o público feminino foi de 51% e, o masculino, 49%). O levantamento apontou que os casados foram a maioria na festa (50,9%), superando o número de solteiros, que somaram 45,2%.

 


Perfil econômico_ A pesquisa também analisou o perfil econômico de quem frequentou a festa. Visitantes com renda familiar entre R$ 1.893 a R$ 4.730 foram a maioria (34%) - índice menor que os 29% de 2016. Em média, cada turista gastou R$ 827,38 durante o evento. A maior despesa foi com hospedagem (R$ 445,67).
Já o gasto médio por pessoa no comércio foi de R$ 128,65 contra R$ 116,02 do ano passado. Os setores de artesanato, calçados, vestuário, bares e choperias foram os que tiveram os melhores resultados.

 


Em relação à permanência do turista, a média de 2,9 dias do ano passado, foi superada. Desta vez, a maioria dos entrevistados disse que ficou, em média, 3,5 dias na cidade. A maior parte (55%) hospedou-se em imóveis de parentes e amigos; 24% em hotéis e 6,2% em pousadas.

 

Movimentação econômica

 

Além do público, a Fecomércio também entrevistou 203 estabelecimentos comerciais e 22 hotéis da cidade. O grau de confiabilidade do levantamento é de 95% e a margem de erro é de 6%.

 


Do total de empresários consultados, 50,5% avaliaram a festa de forma positiva. O faturamento do comércio e serviços avançou 7,8% em comparação aos meses que antecederam o evento. Para o setor hoteleiro, essa percepção é ainda melhor, 49,5%.

 


No entanto, na comparação à festa passada, o lucro dos empresários não foi tão expressivo. Eles disseram que, durante o evento, o faturamento aumentou apenas 1,1%. Mesmo assim, o resultado quebrou um ciclo de avaliações negativas dos últimos anos.

 


Com cerca de 3,6 mil leitos, a rede hoteleira também teve desempenho positivo. A média de ocupação dos leitos foi de 83%. Já o aumento do faturamento deste setor teve incremento de 39,1% em relação ao evento do ano passado.

 


Outra informação positiva está na geração de emprego. A pesquisa mostra que houve aumento no percentual de empresas que realizaram contratações temporárias para o evento, passando de 5,1% em 2016 para 12,1% neste ano.

 


Nota_O público também avaliou a qualidade do evento, de acordo com a pesquisa da Fecocomércio. Para tal, considerou aspectos como infraestrutura, limpeza, segurança e conforto no parque. Numa escala de 1 a 5, os visitantes deram nota 3,89. Os quesitos atendimento, hospitalidade, cortesia, atenção e conhecimento técnico dos trabalhadores, alcançaram a maior nota. Neste item, a avaliação foi de 4,22.

 

 

98,7% dos turistas indicariam o evento

 

A Fecomércio também apurou a opinião do público sobre a festa. Questionados sobre os preços dos ingressos, 2,1% dos entrevistados indicaram nível “excelente”, seguidos por 35,9% que consideraram “bom”, 24% julgaram como regular, 18,9% como “ruim” e 11,9% como “péssimo”.

 

Em relação aos atrativos, 50,6% dos visitantes destacaram os shows musicais como principal atrativo. A gastronomia foi citada por 18,6% dos entrevistados. O clima frio e as manifestações folclóricas foram outras opções bastante citadas, com 12,9%. E a maioria dos turistas (98,7) disse que indicaria a festa a um amigo.

 


A pesquisa também revelou que 86% dos entrevistados disse procurou o Parque de Exposições. Já o Recanto do Pinhão Aracy Paim, no Centro, foi citado por 43% e a Sapecada, no parque, por 31%.

 


Avaliação_O presidente da Fecomércio, Bruno Breithaupt, diz que os dados da pesquisa são relevantes para avaliar o evento sob a ótica dos turistas, sobretudo para a tomada de decisão dos empresários. “A festa já se consolidou no calendário nacional e hoje contribui para desenvolvimento da região”, observa. 

 

 

Para o diretor executivo da Câmara de Dirigentes Lojistas de Lages (CDL), Jonatan Roberto da Silva, a festa é essencial para a economia de Lages. “Este ano, percebemos a presença de muitos turistas com maior poder de compra. Isso refletiu positivamente no comércio”.

 


O executivo de Turismo da prefeitura, Luiz Carlos Pinheiro, confirma que o evento foi positivo. “Para o comércio em geral, é evidente que foi melhor em comparação aos anos anteriores”, reflete.

 

 

Foto: Camila Paes/ Arquivo CL

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