Serra Catarinense. Sábado, 24 de Junho de 2017
Celinho Casas do Araucária
Instituto José Paschoal Baggio
Anuncie Essencial Correio Lageano
EM CARTAZ
ÁREA DO ASSINANTE

Área de acesso restrito aos assinantes do Jornal Correio Lageano:



Esqueci minha senha

Central do Assinante Correio Lageano (49) 3251-8200
Correio Lageano

Redação: 49 3221 3344
redacao@correiolageano.com.br

Comercial: 49 3221 3322
comercial@correiolageano.com.br

Mídia Kit diversar formas de anunciar

:: 18/06/2017 | Serra Catarinense

Público se imaginou no século passado

Público se imaginou no século passado

Texto:

Lages, 19/06/2017, Correio Lageano, por Susana Küster

 

 

Existe a possibilidade dos passeios serem retomados, tudo depende de acerto com a Fundação Cultural

 

 

Conhecer Lages com o olhar de uma pessoa do século 20, época que registrou fatos curiosos, muitos não ensinados nas escolas. Como por exemplo, quando as mulheres saiam da missa da Catedral com véus e passeavam pela praça em frente a igreja em um ato que se chamava promenade, que significava um passeio pra serem vistas por possíveis pretendentes e pela sociedade. Mas as mulheres só saiam acompanhadas de outras com boa índole e reputação.

 


Com uma réplica de um traje de 1855 completo, desde a roupa de baixo até o chapéu, a historiadora Pauline Kisner fez todos, que acompanharam o passeio que saiu do Recanto do Pinhão no sábado e passou por vários pontos históricos do Centro, se sentirem no passado, na época em que celulares, veículos, prédios, semáforos e algumas formas de agir atuais ainda não existiam.

 


Outro fato contado por Pauline é a história de um possível túnel que ligava os colégios Santa Rosa de Lima (em que estudavam somente mulheres) e Bom Jesus Diocesano, onde os homens da época estudavam. Por esse túnel, muitos encontros românticos teriam acontecido. Ela também contou que antigamente, os sinos da Catedral anunciavam os horários das missas, batizados, casamentos e os falecimentos, assim todos se organizavam de acordo com o badalar dos sinos, pois não existia relógio.

 


Diferente_ O método que ela usa para contar fatos históricos se chama living history utilizado nos museus americanos. Em vez de ter um monitor só passando informações, no método, uma pessoa interpreta um personagem da história que conta os fatos e curiosidades do passado avaliando os hábitos atuais, fazendo com que o público avalie as diferenças de cada tempo.

 

Foram três passeios no sábado, cada um durou em torno de 1h30min e não se descarta a possibilidade deles voltarem a acontecer. Tudo depende de um acerto com a Fundação Cultural de Lages. Um dos presentes, o publicitário Jadel Amorim, mora em Lages há 2 anos e é de Minas Gerais e ficou encantado com as histórias. “Não aprendi nada disso na universidade, estou adorando conhecer mais sobre Lages”.

 


Detalhes_ Sob a coordenação das historiadoras Sara Nunes e Elisiana Trilha Castro, o projeto Lages 250 anos prevê as visitas guiadas que ocorreram no sábado, a reedição da obra O Continente das Lagens, de Licurgo Costa e um seminário que acontecerá em setembro, no Centro Cultural Vidal Ramos. Também será publicado um guia com os pontos históricos da cidade.

 

 

 

Quer vender? Aqui tem + Classificados. Anuncie grátis!

 

 

Fotos: Susana Küster

    Assine o CL Online

    Comentários

    Para comentar esta notícia entre com seu e-mail e senha de assinante. Caso não seja assinante, clique aqui. | Esqueci minha senha >>

    • (*) Campos obrigatórios.

    Últimos Comentários