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:: 13/06/2017 | Serra Catarinense

Chuvas deixam rastro de destruição no interior da Serra

Chuvas deixam rastro de destruição no interior da Serra

Texto:

Serra Catarinense, 14/06/2017, Correio Lageano, por Susana Küster



Apesar de não chover há dias, os estragos vão demorar para desaparecer

 

A chuva parou há alguns dias, mas os estragos causados por ela ficaram e os transtornos vão demorar para serem resolvidos. A situação pior, agora, é no interior dos municípios. Em Otacílio Costa, por exemplo, o Rio Desquite está em 10 metros, sendo que o normal é 2 metros. Desde que parou de chover, baixou somente 19 centímetros. O alagamento não diminuiu muito e 1,3 mil pessoas estão isoladas em localidades do interior.


Para amenizar o isolamento, a Defesa Civil, em parceria com o Exército e o Corpo de Bombeiros, está fazendo o translado das pessoas por uma via alternativa, por onde somente passam caminhões ou veículos altos. “Estamos dando assistência médica, levando medicamentos e comida”, conta o vice-prefeito da cidade e coordenador da Defesa Civil, Júlio César Rosa.


A ponte que liga o Bairro Fátima, que estava interditada, foi liberada para todos os tipos veículos. “Aos poucos, a situação vai normalizando. Como a Bacia do Rio Canoas está alagada, a água daqui vai escoar devagar”, avalia Rosa.


Correia Pinto_ A bancada de vereadores do PMDB de Correia Pinto entregou, em nome do município, um ofício solicitando ajuda emergencial e de ações de prevenção e combate às enchentes ao ministro da Integração Nacional Hélder Barbalho, que visitou a região na segunda-feira. Os vereadores também protocolaram ofício, com o deputado federal Mauro Mariani, solicitando empenho junto ao ministério para viabilizar as demandas.


O vice-prefeito Casemiro Reuter de Liz diz que o foco é recuperar as estradas, bueiros e pontes do interior. A localidade Atrás do Cerro está isolada, e nas localidades Avencal, Corredeira e Fazenda dos Alves o tráfego ocorre por um desvio. As localidades de Campina e Faxinal dos Wolff têm o Bairro Nossa Senhora Aparecida como único acesso. Já as Água Branca, Divino e Farinha Seca estão somente com um caminho, que fica próximo à cidade.

 


Previsão_ O vice-prefeito acredita que demore cerca de 10 dias para a situação se normalizar. “O rio [Canoas] não baixou nem um metro. Está 8 metros acima do nível normal. Os estragos foram grandes, ainda não temos um levantamento”, lamenta.

 

54 pontes ficaram danificadas em Lages

Dos 2.049 quilômetros de estradas no interior de Lages, cerca de 40% estão danificados devido às chuvas. Um levantamento apontou que 54 pontes estão deterioradas, destas, 12 a força da água quase levou inteiras. Por isso, a prioridade da Secretaria da Agricultura do município é arrumar estas pontes para que a comunidade do interior não fique isolada.


O secretário de Agricultura, Osvaldo Uncini, conta que 50 pessoas estão atuando para minimizar os problemas no interior. Elas estão divididas em várias equipes, três atuam só nas pontes. “Estamos fazendo uma espécie de mutirão com três caçambas e três retroescavadeiras”, frisa. Geralmente, quando não há tantos problemas no interior, apenas 10 pessoas atuam para fazer os trabalhos de manutenção.


Para ajudar nas despesas, a secretaria está pedindo apoio de empresas e, por enquanto, a Gerdau e a Pandolfo colaboram. Antes da chuva, 400 quilômetros de estradas tinham sido patrulhados, porém, será preciso fazer tudo de novo.


As Localidades de Caetano Verza e Morrinhos (situação pior) estão com maiores problemas, sendo preciso o uso de veículo com tração para chegar a estes locais.
Entretanto, o secretário diz que se não chover mais nesta semana, a passagem de veículos baixos nos locais com problemas será resolvida. “Não há nenhuma comunidade interditada 100%, o que acontece é de em alguns locais, carros baixos não passarem”.

 

Vinicius Prado

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