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:: 19/05/2017 | Política

Raimundo Colombo rebate acusações feitas pela JBS

Raimundo Colombo rebate acusações feitas pela JBS

Texto:

Lages, 19/05/2017, CLMais

 

 

O governador de Santa Catarina, Raimundo Colombo contestou as acusações feitas durante depoimento do diretor da JBS, Ricardo Saud, em delação premiada da operação Lava Jato. Em nota e também em vídeo, o governador garante que as doações de campanha foram realizadas dentro do que preconiza a legislação eleitoral, dados que são públicos e podem ser consultados.  Assista ao vídeo "declaração de Colombo sobre delações da JBS".

 

Na delação, Saud diz que os primeiros contatos com o secretário da Fazenda Antonio Gavazzoni ocorreram em 2013, quando a JBS foi procurada para comprar a empresa Seara, prestes a fechar e demitir milhares de funcionários. O Governo do Estado teria apoiado a compra. Saud afirma ainda que Gavazzoni disse que eles iam disputar uma eleição com Dario Berger e Paulo Bauer e que estavam precisando de recurso. “Vocês estão no poder, com a máquina na mão e ainda querem recurso?, disse Saud, que ainda assim convidou o secretário e o governador para um jantar na casa do empresário Joesley, em São Paulo, mais ou menos em junho ou julho daquele ano. “Foram Raimundo Colombo, alguns assessores que não lembro o nome e o secretário Gavazzoni”.

 

Gavazzoni não nega a existência do encontro, e diz que, no jantar, a empresa apenas ofereceu ajuda de campanha.

 

Aos investigadores, Saud complementa que a JBS queria facilidades para comprar a empresa de águas e saneamento, negócio que depois teria perdido o interesse: “Olhei pro Joesley, olhei pro governador, os dois balançaram a cabeça, assentindo. Chegamos a um número de R$ 10 milhões. Nós pagamos R$ 8 milhões dessa propina dissimulada em forma de pagamento no PSD nacional carimbado pra candidatura do Raimundo Colombo e R$ 2 milhões foi pago em dinheiro vivo lá em Florianópolis mesmo. Eu não posso afirmar se foi o Gavazzoni quem buscou o dinheiro ou se foi um mensageiro dele, mas o dinheiro foi entregue num supermercado que nos ajudou sem saber de nada, pagando em espécie como se fosse uma nota fiscal nossa de R$ 2 milhões”.

 

Contraponto- Raimundo Colombo, contesta as declarações do diretor da JBS sobre doações relativas à campanha eleitoral de 2014. Ressalta que a empresa, conforme a legislação eleitoral vigente, fez doações ao diretório nacional do PSD, que repassou para a campanha do partido em Santa Catarina. A doação feita pela JBS foi dentro da legislação eleitoral de forma oficial na conta bancária do partido e está registrada na prestação de contas apresentada e aprovada pelo Tribunal Regional Eleitoral.

 

Gavazzoni também emitiu nota:

O secretário de Estado da Fazenda, Antonio Gavazzoni, declara com absoluta certeza e convicção nunca ter tratado de assuntos da Casan com o referido delator ou qualquer outro executivo da JBS. O secretário esclarece que foram efetivamente convidados para o jantar na residência do dono da JBS, em São Paulo, a que o delator se refere e que, neste jantar, a empresa ofereceu ajuda de campanha oficial, como consta das declarações eleitorais, mas não houve nenhuma conversa sobre Casan.

 

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Foto: Julio Cavalheiro / Secom

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