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:: 20/04/2017 | Esportes

Discussão e briga: "Não conseguimos formar um time família"

Discussão e briga: "Não conseguimos formar um time família"

Texto:

 Lages,  21, 22 e 23/04/2017, Correio Lageano, por Bega Godóy

 

Justo na semana onde o Internacional decide seu futuro na elite do futebol catarinense, por indisciplina, quatro jogadores foram desligados do clube

 

Escapadas da concentração durante a madrugada de quinta-feira (20) obrigaram a direção colorada a dispensar o goleiro Neto Volpi, os laterais  Jefinho e James e o meia Marquinhos. O quarteto infringiu determinações do clube e a medida segundo o gerente de futebol do clube, Giovani Nunes foi necessária para preservar quem está realmente comprometido com o time. A preocupação era tanta que os portões do Tio Vida, na tarde de quinta-feira, estavam fechados e homens faziam a segurança.


De acordo com Nunes, os afastamentos não representam prejuízo na busca pela permanência do clube na Série A. O Inter espera o Avaí após às 16 h neste domingo (23). Dos quatro desligados, o goleiro Neto era o único titular absoluto, já James e Marquinhos entraram em poucas partidas e Jefinho estava lesionado. “Temos o Ney, goleiro de 36 anos que tem experiência internacional e já viveu momentos de pressão similares ao que estamos passando. O Higor entrou contra o Brusque e substituíra bem o James”, afirma o dirigente.

 

Ele reconhece que um trabalho novo terá que ser feito por causa das adequações, mas nada que tire o foco do grupo que é de vencer os avaianos. “Quem ficou está comprometido e compenetrado. São 20 guerreiros. O torcedor deve apoiar os 90 minutos porque tenho certeza que dentro de campo vamos corresponder”, sustenta, lembrando que não há salários atrasados e que o bixo (premiação) também está em dia, pois é pago após o jogo e nos vestiários.

 


Errado? _ Para ele não houve erros na hora de contratar. Houve muito esforço para reforçar o time e isso frisa, que aconteceu até quando o campeonato estava em andamento.  Citou jogadores como Max, artilheiro do Carioca e Michel Schmöller, referência no Estado entre outros. “Se erramos não foi por omissão foi por ação. O que aconteceu é que infelizmente não conseguimos, nessa temporada, formar um time família. O futebol tem destas coisas, tem que ter liga e com esse grupo não funcionou o que foi determinante para os resultados ruins”, explica.

 


Entretanto, Nunes não vê a situação colorada como desastrosa. ”O campeonato Catarinense nunca foi fácil. Mesmo assim estamos numa região da tabela menos pior do que o Metro e o Barroso, ambos tem 15 pontos e nós 16. O Tubarão e o Figueirense também  passaram por momentos ruins e escaparam do risco de rebaixamento por um ponto. Dependemos de nós mesmo para a permanência. Basta vencer”, argumenta. Contra o Avaí, se não vencer precisa torcer para que Metropolitano e Almirante Barroso percam seus jogos.

 

Direção do Inter lamenta o episódio

Em nota, a direção colorada confirmou a confusão envolvendo o goleiro Neto Volpi, o presidente Cristopher Nunes e o funcionário Fernando Lessa. O que gerou os afastamentos. Os jogadores estariam bebendo em um bar. A nota diz ainda que bastante alterado, Neto Volpi chegou ao hotel (concentração) no Bairro Frei Rogério ameaçando o presidente do clube, Cristopher Nunes, que os aguardava para comunicar o desligamento do quarteto.


No comunicado, a direção lamenta, ainda mais neste momento onde todos deveriam todos estar juntos pela instituição, mas reiterou que a instituição está acima de qualquer pessoa. O boletim de ocorrências aponta que Volpi foi contido, mas entrou em luta corporal com o funcionário e o presidente. O jogador diz que foi agredido com um taco. Volpi e Lessa foram atendidos no hospital.

 

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Foto: Bega Godóy

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