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:: 20/04/2017 | Polícia

"Temos equipes de investigação em todas as delegacias" diz Luciana Rodermel

"Temos equipes de investigação em todas as delegacias" diz Luciana Rodermel

Texto:

 Lages,  21, 22 e 23/04/2017, Correio Lageano

 

O Governo do Estado anunciou a chamada de mais 234 agentes de Polícia Civil e 25 delegados. Para a delegada Regional de Lages, Luciana Rodermel, os novos policiais devem abrandar a necessidade de efetivo nas delegacias. Ainda não há informações de quantos agentes serão destinados para a região serrana.

 

Em entrevista, a delegada fala sobre os investimentos na Polícia Civil de Lages e região nos últimos anos, além das estratégias dos policiais civis para combater a criminalidade.

 

Parte dos problemas da segurança pública é por falta de policiais, qual é a situação do efetivo da Polícia Civil (PC) da região?

Luciana Rodermel: Após o ingresso dos novos policiais nos últimos meses, tivemos um incremento importante em nossos quadros, o que aliviou um pouco nosso déficit histórico. O governo do Estado já antecipou novas contratações ainda neste ano, reafirmadas na última quinta-feira pelo próprio governador Raimundo Colombo, o que abrandará ainda mais nossas necessidades. Entretanto, apesar de ainda buscarmos ampliação de nossos quadros, contamos com a qualidade, dedicação e comprometimento de nossos policiais, qualificando o trabalho desenvolvido pela Polícia Civil da região.

 

No ano passado, o governo anunciou a convocação de 420 agentes e 66 delegados. Desta turma, quantos policiais vieram para a região?
Dessa convocação tivemos um incremento de 20 agentes e dois delegados de polícia. Como já respondido na pergunta anterior, a ampliação do quadro abrandou nossas necessidades. Porém, é importante dizer que muitos policiais se aposentaram nos últimos meses e muitos ainda estão prestes a completar o tempo de serviço. Assim, apesar dos incrementos e dos esforços do Governo do Estado em ampliar o quadro, temos dificuldades em manter o número ideal em cada unidade policial.

 

A nova sede da Delegacia Regional está prestes a ser inaugurada. O que a população vai ganhar com a nova estrutura, o que vai mudar?
Vai ganhar em comodidade e acessibilidade. Os serviços administrativos e de trânsito estarão concentrados na nova unidade, que além de possuir ambientes mais amplos e cômodos, ainda terá estacionamento que facilitará o acesso das pessoas, inclusive das portadoras de necessidades especiais, pois teremos rampas de acesso e elevador. Ainda a população desfrutará de um acesso mais rápido, pois a unidade fica localizada entre avenidas importantes, fora do eixo central da cidade.

 

No ano passado, ocorreram 17 homicídios em Lages, quatro a mais do que em 2015. Como a senhora avalia a posição do município em relação a outras cidades do estado?
Apesar de o número de homicídios ser elevado e impressionar, em comparação a outras cidades com população equivalente, nossos números ainda são inferiores. Além do mais, é preciso levar em consideração que nossa cidade é polo de outras cidades com população significativamente inferior e distantes umas das outras. Quando analisamos os mesmos números noutras cidades, precisamos verificar também a incidência de homicídios nas cidades circunvizinhas que também possuem números expressivos, diferente da nossa realidade.

 

Pelo menos quatro destes assassinatos tiveram ligação com o Primeiro Grupo Catarinense (PGC) e Primeiro Comando da Capital (PCC). A existência de membros dessas organizações criminosas na cidade representa uma ameaça para segurança pública regional?
Os grupos criminosos se formam com pessoas da nossa comunidade e, por isso, precisam ser combatidos por todos para que não se fortaleçam e aí sim possam ameaçar a ordem pública local. A Polícia Civil de Lages desenvolve um trabalho de excelência no combate a esse tipo de crime e vamos continuar desenvolvendo investigações, diligências e operações para que nenhum grupo criminoso consiga se estabelecer em nossa cidade.

 

Um dado positivo é que índice de resolução dos homicídios na cidade, por parte de Divisão de Investigação Criminal (DIC) é alto, passando de 90%. A quem a senhora atribui esse bom resultado?
Temos policiais muito qualificados que executam seu trabalho com dedicação, esforço e comprometimento. O bom resultado de nossas investigações resulta desse conjunto de fatores. A única forma de elucidar a autoria de um homicídio é mediante muita investigação, muito trabalho da Polícia Civil, que conta com o auxílio de outras instituições e, principalmente, conta com a população que nos auxilia mediante informações. Nosso índice de resolutividade é destaque em todo o Estado de Santa Catarina, graças ao empenho da DIC de Lages e das demais unidades que sempre auxiliam quando solicitadas.

 

Em relação aos crimes menos graves, como furtos de veículos e a residências, a opinião pública tem uma descrença de que a polícia não investiga. A PC tem dificuldade ou alguma limitação para apurar estes tipos de delitos?
Esses delitos contra o patrimônio são investigados por todas as delegacias. Em todas essas unidades, desde o incremento do efetivo nos últimos meses, foram criadas equipes de investigação atuantes que são coordenadas pelos delegados de polícia das unidades e responsáveis pela elucidação desses delitos. Importante registrar que o número elevado de ocorrências e a ausência de indícios dificultam o trabalho de investigação e, por isso, precisamos contar com a colaboração da população na coleta de informações. Porém, gostaríamos de mencionar que temos números relevantes de crimes dessa natureza solucionados, com identificação de diversos autores, inclusive com condenações judiciais.

 

O combate ao tráfico de drogas é um dos focos do trabalho da PC. Este tipo de crime é o motivador de grande parte de outras práticas criminosas, como homicídios, furtos e roubos?
Sim. De fato, não só o tráfico, mas também o consumo de drogas promove essas práticas criminosas. Por isso, toda a sociedade precisa contribuir no combate e esses delitos. Nosso trabalho junto a DIC é voltado para o combate desse crime.

 

Em relação à violência contra a mulher, dados de 2015 apontam que Lages liderou o número de inquéritos instaurados. Isso quer dizer que a polícia está trabalhando mais ou as mulheres estão denunciando mais?
As duas coisas somadas a outros fatores, inclusive culturais. A mulher lageana tem consciência de seus direitos e sabe o que tem que fazer para enfrentar uma situação de violência doméstica.  Essa realidade é resultado de anos de muito trabalho de conscientização desencadeados não só pela Polícia Civil, mas por todas as demais instituições que fazem parte desse cenário, tais como a Polícia Militar, Poder Judiciário, Ministério Público, Secretaria Municipal de Assistência Social e de Saúde, Conselhos da Mulher, entre outros. Hoje colhemos os frutos desse trabalho integrado que acreditamos será fortalecido através da Secretaria Municipal dos Direitos da Mulher, que poderá desenvolver mecanismos para acolhimento da mulher após o atendimento policial. Também tivemos boas práticas através da inovação na legislação. A Lei Maria da Penha também está sendo melhor aplicada e entendida.

 

Para encerrar, como a senhora avalia a estrutura da PC em Lages?
Com relação ao efetivo, como já dito, estamos repondo e ampliando nossos quadros na medida do possível. Nossa prioridade é o atendimento ao público que vem sendo mantido em todas as delegacias da cidade, além da criação de equipes de investigação para elucidação os crimes. Na DIC, além do incremento de pessoal, também concluímos a implementação de novos mecanismos tecnológicos para auxiliar nas investigações. Com relação a estrutura física, todas as unidades estão em boas condições de uso, com computadores e outros equipamentos necessários para o desenvolvimento das ações diárias, além do conforto. E já solicitamos a Delegacia-Geral aquisição de novas viaturas, uma vez que a última aquisição data de 2012 e, diante do uso excessivo, alguns veículos precisam ser substituídos. Outra é a instalação do sistema audiovisual para lavratura de procedimentos flagranciais junto a Central de Polícia, agilizando o atendimento principalmente dos PM. Por fim, teremos uma ampliação significativa junto a Central de Polícia, 1ª DP e DPCAMi, com a breve mudança da para as novas instalações.

 

 

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Foto: Adecir Morais

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