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:: 20/03/2017 | Serra Catarinense

Imigração: Lageanos nos EUA se preocupam com sanções de Trump

Texto:

Lages, 21/03/2017, Correio Lageano, por Camila Paes

 

 

Brasileiros no país norte-americano relatam que comunidade latina segue
rotina sem alterações, mas fica ansiosa com as mudanças na legislação

 

Quando o empresário estadunidense Donald Trump foi eleito presidente dos Estados Unidos, imigrantes de todas as partes do mundo se sentiram amedrontados. Desde a campanha presidencial, o republicano declarou que deportaria todos os moradores ilegais do país e tornaria mais difícil a entrada de imigrantes.

 

Dois lageanos que moram nos estados da Califórnia e Nova York, Debora e Raphael, não sentem medo da deportação, pois são moradores legais, mas percebem que o clima é de instabilidade e ansiedade, e que o apoio da comunidade latina é importante para não haver alterações na rotina daqueles que saíram de seus países de origem para buscar novas oportunidades.

 


Há mais de 10 anos morando na Califórnia, Debora Sanches, chegou ao país em um intercâmbio de trabalho e, desde então, passou a residir no estado norte-americano. Já Raphael Silva, ainda não completou um ano em solo estadunidense e também chegou aos EUA devido a uma oportunidade de trabalho. Para os dois lageanos, a retirada do visto foi tranquila.

 


Para Debora, o processo demorou um ano, não porque teve dificuldades para conseguir o documento, mas porque é burocrático. Os documentos de Raphael foram preparados pela empresa onde trabalha e, em função disso, não houve complicações. “Tenho alguns amigos que tiraram visto de turista recentemente e nenhum teve problemas”, ressalta.

 


Respeito_ O preconceito ou a xenofobia não fazem parte do dia a dia de Debora ou Rafael. Ambos disseram que a comunidade latina é grande, inclusive a brasileira. Isso ajuda para que as relações se tornem mais fáceis e respeitosas, principalmente com outras culturas. “Dizem que é porque eu moro na Califórnia, que não é considerado um estado conservador, onde 40% da população é de origem latina. Mas eu acho que a maioria dos americanos valoriza e respeita pessoas que possuem experiências diferentes das suas, elas trazem diversidade e, culturalmente, enriquecem a vida de todos que moram por aqui”, avalia Debora.


Durante as eleições, que aconteceram em novembro do ano passado, o clima era de tensão no país. Donald Trump derrotou a ex-senadora do partido Democrata, ex-secretária de Estado e ex-primeira-dama, Hilary Clinton.


A candidata democrata conquistou 3 milhões de votos populares a mais do que Trump, que venceu devido ao voto dos colégios eleitorais. Na época, Debora não tinha candidatos definidos e Raphael, mesmo não acompanhando as campanhas, preferia a vitória de Hilary, devido à falta de conhecido político de Trump.

 


Ansiedade_ Debora relata que nunca sofreu nenhum tipo de represália, porém sente que o clima é de incerteza. “As promessas da nova administração, de deportar quem está por aqui ilegalmente, geram muita ansiedade nas comunidades de imigrantes. Isso faz com que as pessoas se autopoliciem, mesmo quando não é necessário”, explica ela.

 

 

Presidente realizou mudanças em janeiro

Debora acredita que ainda é muito cedo para avaliar o impacto dessas políticas em sua rotina e que a incerteza e a ansiedade não colaboram para as vivências de uma sociedade saudável. Raphael declara que o receio existe, principalmente pelas recentes decisões tomadas por Trump.

 

Decretos_ Logo após a posse como presidente, em janeiro, Trump assinou decretos presidenciais para ativar a construção de um muro na fronteira com o México – e afirmou que a construção será paga pelo México – para, segundo o preasidente, aumentar a fiscalização migratória interna e punir cidades que protegem situações ilegais. Na mesma época, decidiu banir a entrada de refugiados e suspendeu vistos para Sírios e outros seis países do Oriente Médio e África.

 

O presidente também decretou o fim da política de “capturar e liberar” na fronteira. Anteriormente, os imigrantes ilegais esperavam em liberdade pelo julgamento e, agora, deverão aguardar detidos. Ele criou um escritório dentro da Segurança Interna dedicado a apoiar vítimas de crimes cometidos por imigrantes ilegais. Outra alteração é que, anteriormente, imigrantes ilegais que tivessem cometido crimes graves eram deportados prioritariamente e, agora, pessoas sem o visto válido, que tenham cometido qualquer crime, poderão ser enviadas ao seu país de origem.

 

 

 

Foto: Reprodução/Facebook

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