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:: 10/01/2017 | Serra Catarinense

Lusiana diz ter sido adotada ilegalmente e levada a Israel. Ela procura a família biológica

Lusiana diz ter sido adotada ilegalmente e levada a Israel. Ela procura a família biológica

Texto:

Lages, 11/01/2017, Correio Lageano, por Camila Paes

 

 

Lusiana divulgou um vídeo nas redes sociais, onde relata que procura por seus pais biológicos, que a entregaram para adoção em 1988

 


Um par de brincos é o que ainda liga Lusiana Cielo Goldman às suas origens brasileiras. Nascida no Brasil há 28 anos, acredita ter sido adotada ilegalmente por uma família israelense, ainda com poucas semanas de vida. Recentemente, publicou um vídeo nas redes sociais, no qual fala sobre o desejo de conhecer seus pais biológicos que, provavelmente, são de Lages. Assista ao vídeo aqui

 


Os brincos, juntamente com um documento parecido com uma certidão de nascimento, revelam alguns detalhes sobre o começo da vida de Lusiana, porém não há nenhuma confirmação da veracidade destes papéis. O seu nascimento pode ter ocorrido em Lages, possivelmente no final de fevereiro ou começo de março de 1988.

 

Já com três ou quatro semanas, viajou para Assunção, capital do Paraguai, onde conheceu seus pais adotivos. Foi entregue em um hotel, onde viveu por mais uma semana e, então, foi levada para Israel. Chegou na cidade no dia 28 de março e até hoje, esta é a data que comemora seu aniversário.


Lusiana sempre soube que era adotada. Cresceu em uma família feliz, juntamente com um irmão mais velho e após o divórcio dos pais, um meio-irmão mais novo. “Minha mãe adotiva é minha mãe, sempre será”, ressalta ela. Porém, a vontade de conhecer suas origens é grande e, principalmente, de ter um contato com a pessoa que lhe deu a vida. Para tentar encontrar sua família biológica, entrou em contato com Liza da Silva, holandesa que montou uma ONG que ajuda no reencontro de famílias brasileiras. Há cinco anos, Liza criou o Pessoas Desaparecidas Brasil e Holanda, que já ajudou cerca de três mil pessoas a encontrarem seus pais biológicos.

 

Ela relata que cada caso tem suas peculiaridades e, por isso, o tempo de reencontro pode variar. “Se o filho tem o nome dos pais biológicos, a gente consegue encontrá-los rapidamente, mas se não, pode demorar anos”, acrescenta.

 

 


Procura_ Lusiana não tem os nomes dos pais biológicos, no papel em que seus pais adotivos receberam quando ela foi entregue a eles, há os nomes Helena e Carlos. Há também o número do registro geral de Helena, mas que direciona para um homem já falecido. Além deste documento, Lusiana guarda um par de brincos, a única coisa que usava quando foi o entregue. Os brincos não são iguais e ela acredita que isso pode ser um sinal. “Quem sabe ela fez isso de propósito, para me reconhecer mais fácil?”, explica. As razões que levaram a mãe de Lusiana a entregar a filha são desconhecidas e até mesmo não se sabe se o bebê foi dado ou sequestrado.

 

 

De qualquer forma, Lusiana diz que perdoa sua mãe biológica e sonha com o reencontro. Atualmente, ela é casada, mãe de três filhos e o marido é pai de outros 10. Uma grande família sempre foi um sonho e, agora, ela pode realizá-lo. Para tornar esse desejo completo, Lusiana pretende encontrar seus pais biológicos.

 

 

Fotos: Arquivo Pessoal

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