:: 03/09/2010 | Bem-estar
Brasileiro celebra, mas poucos sabem o que é civismo
Lages, 4 e 5/09/2010, Correio Lageano
Na próxima terça-feira (7) o Brasil para. Do Oiapoque ao Chuí acontecem manifestações para celebrar a Independência do Brasil, data em que, no ano de 1822, o príncipe regente da coroa portuguesa, Dom Pedro I, proclamou às margens do Rio Ipiranga, a liberdade da colônia Brasil, do colonizador, Portugal.
Embora esta seja uma das datas mais lembradas e comemoradas no país, poucas pessoas conhecem realmente sua história.
Os motivos que levaram Dom Pedro I a declarar a separação política do Brasil de Portugal são desconhecidos por milhões de brasileiros até hoje.
Entretanto, a comemorações desta data são as que mais recebem destaque em todo o país. No dia sete de setembro a população paralisa suas atividades para assistir às paradas cívicas e nas salas de aula, as crianças aprendem desde cedo os significados da data, sua importância e a valorização à pátria.
Para a professora de História e Geografia da rede estadual, Najet Motta Saleh, hoje a juventude não sabe demonstrar seu amor pela pátria.
“Os jovens não têm a real noção de patriotismo e acreditam que amar a pátria, é torcer pelo Brasil no Futebol. Falta a conscientização sobre nossa história e conquistas e sobre o que pode ser feito para que a nação cresça”, explica Najet.
Para ela, independentemente dos conteúdos estudados em sala de aula, a independência deve ser trabalhada constantemente.
“Temos que conscientizar, não apenas os estudantes, de que o contexto histórico da independência, não representa apenas a libertação da coroa portuguesa e que tem reflexos até hoje”, destaca.
Para outra professora de História e Geografia, Eliete Rodrigues da Silva, o Sete de Setembro, até bem pouco tempo era trabalhado apenas como uma data cívica e que hoje, especialmente em sala de aula, o tema é explorado de forma a resgatar a cultura brasileira e contextualizar os fatos históricos com a atualidade.
“É necessário compreender que nós começamos a construir nossa história depois da independência, porque antes, vivíamos os costumes e a cultura europeia”, afirma Eliete.
Ela destaca que a temática liberdade está muito relacionada com a democracia. “A independência foi um processo político muito importante para o desenvolvimento da nossa história. Todo desmembramento político não vem de graça, ou acontece através de guerras ou por pagamento em dinheiro, como foi o caso do Brasil”, comenta.
Para conhecer um pouco mais da história do Brasil, o Correio Lageano traz algumas sugestões de livros que retratam o tema.
Para quem não gosta muito de ler, ficam dicas de filmes interessantes sobre as mais importantes épocas da história do país.
Um dos principais e mais detalhados filmes é “Independência ou Morte”, de 1972, que conta a vida do imperador Dom Pedro I do Brasil, desde sua infância, até à abdicação do trono. Destaque para o grito da independência.
Para ver:
“Independência ou Morte “ - 1972: Uma realização de Carlos Coimbra, tem em seu elenco artistas de renome, como Tarcísio Meira, Glória Menezes, Emiliano Queiroz e Manoel de Nobrega.
“Tiradentes” - 1999: Estrelado por José Wilker, o filme tem roteiro de Oswaldo Caldeira, a música de Wagner Tiso e direção fotográfica de Antônio Luiz Mendes.
“Mauá – O Imperador e o Rei” - 1999: Com Paulo Betti no papel principal, tem direção de Sérgio Rezende, roteiro de Paulo Halm, Sérgio Rezende e Joaquim Vaz de Carvalho.
Para ler:
“1808” - 2007 - Editora Planeta do Brasil - Laurentino Gomes
“A Longa Viagem da Biblioteca dos Reis: do terremoto de Lisboa à Independência do Brasileira” - 2002 - Cia das Letras - Lilia Moritz Schwarcz
“7 de Setembro de 1822 - A Independência do Brasil” - 2005 - Coleção Lazuli Rupturas – Editora Nacional - Cecilia Helena de Salles Oliveira
“A Independência do Brasil” - 2000 - Editora Jorge Zahar - Iara Lis Schiavinatto Souza
“Independência do Brasil” - 2002 - Ediouro - Flávio Berutti
Foto: www.portalentretextos.com.br/Divulgação
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