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:: 31/05/2011 | Artes

Bate papo com o presidente da CCO da Festa do Pinhão

Bate papo com o presidente da CCO da Festa do Pinhão

Lages, 1°/06/2011, Correio Lageano

 

 

O presidente da Comissão Central Organizadora (CCO) da Festa do Pinhão, Antônio Cesar Arruda, respondeu perguntas dos internautas que acessaram o bate-papo promovido pelo portal CLMais.

 

 

Entre as perguntas mais frequentes estava o preço do ingresso. Arruda justifica os R$ 40 dizendo que é compatível com a realidade. “Não tem como trazer todos esses shows se não cobrarmos esse valor.

 

 

Em boates o preço é parecido, sendo que, geralmente, há apenas uma atração e às vezes é som mecânico”. Ele ainda lembra que são apenas seis dias pagos, e que há mais 15 gratuitos no Recanto do Pinhão, no calçadão.

 

 

Outra reclamação foi o preço tabelado da comida, que os internautas acham muito caro. Mais uma vez, Arruda diz que a alimentação é compatível com o que é cobrado na cidade. “Um quilo e meio de entrevero custa 45 reais nos boxes da festa, enquanto em um restaurante, o valor do quilo gira em torno de 35”.

 

 

Os internautas perguntaram se é feito uma pesquisa para a escolha dos shows do palco nacional. O presidente da CCO explicou que é dado preferência para os artistas com maior vendagem de discos e os que fazem mais shows. Segundo ele, algumas vezes não há data disponível na agenda do músico. “A Paula Fernandes , por exemplo, vendeu 700 mil discos somente este ano, mas não tem data disponível para tocar aqui”.

 

 

Outra questão levantada foi o atraso dos shows. Arruda explicou que o horário da programação é apenas um “horário previsto”. Ele disse que, no caso do palco nacional, algumas vezes a demora acontece porque há muita gente que chega em cima da hora. “Não é justo começar com 10 mil pessoas esperando para entrar no parque”, disse, lembrando que parte do público perderia um pedaço do show.

 

 

Os internautas também questionaram sobre a falta de lageanos nos boxes da Festa do Pinhão. “Não tem porque ninguém quer pegar.” E afirmou, ainda, que há boxes disponíveis caso os lageanos queiram instalar-se no parque.

 

 

Ele diz que, no caso de um restaurante, é difícil para manter uma estrutura de funcionamento no parque e outra no local original. “Tem que ter uma estrutura que comporte 24 horas de trabalho. Pois, na comunidade o local fica superlotado, e ainda há a Festa para trabalhar durante a noite”.

 

 

O valor do estacionamento também foi lembrado. Segundo o presidente da CCO, a prefeitura não regulamenta os estacionamentos, e o preço é determinado de acorodo com a demanda. “Se o CAV está lotado, o valor sobe”, diz.

 

 

Arruda elogiou a interatividade com o público através do bate-papo promovido pelo portal CLMais. Disse que é uma ferramenta diferente de divulgar o evento e ouvir as críticas do público.

 

 

A Festa dá prejuízo?

 

 

Dentre as perguntas mais repetidas estava a questão da prestação de contas da festa.
Arruda explica que a Festa do Pinhão custa algo em torno de R$ 4 milhões. “O orçamento autoriza gastos até 4,5 milhões, mesmo valor do ano passado”.

 

 

Ele diz que, até esta terça-feira, havia cerca de R$ 1,7 milhão em contratos de patrocínio, que cobrem parte dos custos. “Que bom se os patrocinadores pagassem toda a festa, mas isso não acontece”, disse durante o bate-papo.

 

 

Arruda diz que não há prejuízo. “O que acontece é que a prefeitura é um dos patrocinadores, que se propõe a bancar o que faltar de dinheiro para custear a festa, e isso acontece há 22 anos”. Durante o bate papo, Arruda disse que a prestação de contas é divulgada, inclusive na imprensa.

 

 

Alguns internautas também cogitaram diminuir o número de dias da Festa do Pinhão, com o pretexto de diminuir os custos. A resposta dada foi que ficaria mais caro. “Quanto mais dias, mais se dilui o custo do aluguel da estrutura.

 

 

Quanto menos, mais caro fica o metro quadrado. Se fôssemos diminuir o período, teríamos que reduzir também a estrutura, que hoje é excelente, suporta qualquer tipo de show nacional sem passar vergonha”.

 

 

Foto: Thomas Michel

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